FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Fruto do Espírito Santo

Pr. Ricardo Raymundo
Focalizaremos nossa atenção no “Fruto do Espírito”. Com isso queremos estimular nossa mente a estudar os textos bíblicos dento de seu contexto, evitando o estudo de passagens isoladas. Ou seja, não “cair de pára-quedas” nos textos bíblicos. Alguém disse: “Texto sem contexto é pretexto”.
O leitor atento observará que o apóstolo Paulo usa duas expressões diferentes na passagem bíblica em estudo: “Obras” (Gl 5.19) e “Fruto” (Gl 5.22). O autor quer enfatizar a diferença existente, pois o ser humano que vive sem Jesus produz segundo a vontade da carne (tendência adâmica para o pecado), e conseqüentemente desagrada a Deus. Entretanto, aquele que recebeu a graça da salvação, transformado pelo Espírito Santo, produz o fruto.
O termo “Ergon” (obra), que é tirado do mundo da técnica e do artesanato, e que significa aquilo que o homem produz mediante seus próprios esforços, tem emprego comparativamente raro no sentido positivo. “Karpos” (fruto), do outro lado, que vem do âmbito do crescimento natural, significa aquilo que cresce normalmente, ao tirar do poder vivificante da árvore ou da terra (…). Paulo, ao empregar este termo, deseja ressaltar que, naqueles que foram recebidos para o corpo de Cristo, nos quais o Espírito de Cristo é ativo, e que participam do dom desta comunhão viva, o resultado - o fruto - aparece de modo natural, porque não é alguma coisa que se fabrique.
Também precisamos observar que a expressão “fruto” está no singular, e não no plural (frutos). Para facilitar nosso entendimento imaginemos uma laranja, que depois de descascada, apresenta vários gomos. Mas mesmo estando em partes (gomos) pertencem à mesma laranja. Assim, podemos dizer que as partes são aspectos do mesmo fruto.
Outra observação importante que merece destaque é a diferença que há entre dons espirituais e o fruto. Ou seja: podemos receber do Senhor no momento da nossa conversão um ou mais dons espirituais (1 Co 12.4- 11); em relação ao fruto do Espírito nós recebemos todos. Por isso não podemos escolher segundo a nossa própria vontade, ou simplesmente, não aceitá-los. Precisamos entender que Deus na Sua Soberania decidiu que todos os cristãos receberiam o fruto do Espírito.
Depois de lermos essas informações preliminares, passaremos a comentar o essencial sobre cada característica do fruto do Espírito:
1 - Amor:
Se quiser definir a expressão amor, com certeza teremos muitas dificuldades, pois o apóstolo João escreveu: “Deus é amor” (1 Jo 4.8, 16). Mas, com certeza, podemos comentar aspectos importantes que nos motivará a amar.
“Se os mares fossem tinta;
E o céu sem fim fosse papel;
Se as hastes todas fossem penas
E os homens todos escrivões,
Nem mesmo assim o amor seria
Descrito em seu fulgor “.
- Etimologia (origem de uma palavra):
Devido às diferenças da língua portuguesa e grega, notamos que a palavra “amor” é usada pala traduzir, basicamente, quatro sentimentos. Lembrando que o contexto de cada passagem bíblica facilitará a interpretação dos casos.
A) Amor - “phileõ”: amigável; amigo (Jo 11.3, 36);
B) Amor - “stergõ”: relacionamento familiar; amor dos pais para com os filhos e dos filhos para com os pais; entre irmãos; “Não ocorre em parte alguma do N. T., a não ser nos compostos ‘astorgos’ (Rm 1.31 e 2 Tm 3. 3) e ‘philostorgos’ (Rm 12.10) “.
C) Amor - “erõs”: sexual; erótico; Essa palavra não aparece no N. T., não porque o N. T. despreze ou rejeite o amor físico, mas porque, esta palavra passou a ser ligada com a concupiscência mais do que com o amor.
D) Amor - “agapaõ; ágape”: sentimento que recebemos de Deus como dom, para cultivarmos. “Amor, afeição, estima a mais sublime virtude cristã – (Gl 5.22; 1 Co 13.13)”.
No capítulo 13 da primeira carta de Paulo aos Coríntios, está registrada a mais linda palavra sobre o amor. A seguir estaremos citando um resumo do mesmo:
O Amor é:
- Paciente, benigno, altruísta, verdadeiro, cheio de esperança, duradouro (1 Co 13.4-7);
- Não são invejosos, orgulhosos, egoístas ou rudes, nem aceita provocação (1 Co 13.4-5);
Sem Amor:
- As línguas são apenas barulho (1 Co 13.1);
- Profecias, mistérios, ciência e fé de nada valem (1 Co 13.2);
- Boas obras são inúteis (1I Co 13.1);
O Amor é maior que:
- Profecias, que desapareceram (1 Co 13.8);
- Línguas, que cessarão (1 Co 13.8);
- Ciência que passará (1 Co 13.8);
2 - Alegria:
Se elaborarmos uma pesquisa e realizarmos as devidas consultas, notaremos que todos - ou quase todos - querem ser alegres. Tanto é que os livros, músicas e poemas que apresentam esse tema são inúmeros.
Entretanto, também sabemos que muitos não são alegres, apenas desfrutam de uma felicidade baseada em circunstâncias e aparências. Por isso, queremos comentar alguns fatores principais sobre essa característica do fruto: “alegria”.
A) Definição:
O termo alegria transmite o sentido de gozo, regozijo.
Segundo o escritor William Barclay: “No N. T. o verbo “chairein”, que significa alegrar-se, ocorrem setenta e duas vezes, e a palavra chara, que significa alegria, aparece sessenta vezes”.
B) Fonte de alegria espiritual:
Ao lermos o texto de Gl 5.22, concluiremos que é ação do Espírito Santo, e não de esforços humanos. Implica dizer que é Ele o responsável pela alegria, fonte de gozo e regozijo. Pois se fosse algo que nós mesmos produzíssemos o mundo não teria pessoas tristes. E isso não é porque Deus seja ruim, e sim, por causa da nossa incapacidade de alcançar uma real e verdadeira alegria espiritual.
“Esta alegria tem sua fonte além da alegria meramente terrestre e humana. É alegria no Senhor, e, portanto, fora de nós mesmos. (…) Tem sua base na esperança e confiança da fé, a qual, a despeito de todas as lutas e temores (2 Co 7.5) tem a certeza da justificação mediante Jesus Cristo (Rm 8.31-32) e antecipa Sua volta como Senhor ressurreto. Como alegria da fé, também é fruto do Espírito (Gl 5.22), e se fala dela como sendo ‘alegria no Espírito Santo’ (Rm 14.17; I Ts 1.6) .”
B) Euforia sem profundidade:
É possível observarmos que muitas pessoas, em determinados momentos, apresentam-se “felizes”, dando a entender que estão bem. Mas na verdade estão apenas externando um sentimento passageiro sem raiz - sem profundidade espiritual.
“É uma qualidade de caráter, muito peculiar, que às vezes é confundida com felicidade. Alegria e felicidade não são a mesma coisa. Cada uma brota de uma fonte totalmente diversa da outra. Uma procede do mundo que nos cerca. A outra se origina diretamente do Espírito do Deus vivo”.
Exemplos de fontes que muitos estão buscando alívio para a alma: profissão, dinheiro, casa, estabilidade, sucesso, família, físico, viagens, grupo religioso, música, sexo, bebida, drogas e etc.
Não estamos dizendo que todos os exemplos citados são ruins, e sim, que não vão resolver nossa carência espiritual, apenas euforia passageira, e muitas delas, é um abismo terrível (drogas, sexo desenfreado). E depois de acabar a “causa da euforia”, voltam a sentir tristeza espiritual porque estão sem Jesus.
Pois: a beleza termina (rugas), o dinheiro está envolvido em risco financeiro, a saúde é abalada (idade e outros fatores), a ressaca alcoólica e sexual machuca… e etc.
Ficam semelhantes ao jovem que não aceitou o desafio de Cristo, e afastou-se triste (Mt 19.22).
“Muitos falsos mestres têm ensinado heresias que dizem que as pessoas podem encontrar apenas no seu interior força para viver; para estes ensinadores do engano, todos são dotados de força interior, e precisam apenas descobri-la e canalizá-la. Mas a luz da Bíblia, esta mensagem é errada. A força pela qual vivemos e enfrentamos os desafios e problemas do dia-a-dia não vem de nós mesmos, mas vem do Senhor, que nos concede alegria!”
C) Circunstâncias difíceis:
Há momentos na caminhada cristã que experimentamos situações difíceis (injustiça, morte, separação, sofrimento, pecado), que pode nos levar a algum grau de tristeza. Observemos:
- Jesus Cristo, mesmo sendo Deus, chorou e ficou triste (Jo 11.35);
- O Espírito Santo, segundo o apóstolo Paulo, também entristece (Ef 4. 30);
- Apóstolo Paulo abandonado (2 Tm 1.15).
- Devido às perseguições sofridas de muitos mártires cristãos, ficaram registrados na história alguns testemunhos que emocionam e nos transmitem ânimo.
Pois, á alegria sempre foi uma das características dos cristãos, pois precisamos sempre submeter ao Senhor para sermos cada vez mais transformados e cultivados por Ele.
“E o que garante minha alegria é justamente o conhecimento que Ele tem de mim, é o tratamento cuidadoso do solo de meu ser, e o seu interesse pelo meu bem-estar, o cultivo do meu caráter pela sua mão de amor, sua constante presença no jardim de minha vida. (…) E então aprendo que, por mais imprevisíveis sejam as pessoas, ou mais irritantes que sejam os acontecimentos, ou mais esmagadoras que as circunstâncias possam parecer, ele está sempre ali - aqui, e é totalmente digno de confiança”.
“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. (Fl 4.4)
3 - Paz:
No último século parte da humanidade buscou com muito empenho a paz no mundo, já que o planeta foi cenário de vários conflitos, como as duas grandes Guerras Mundiais e do Golfo. No início deste novo século não é diferente, pois os conflitos entre palestinos e judeus estão nas manchetes dos jornais, como também, o aumento da criminalidade nas cidades - verdadeira guerrilha urbana. Se prestarmos atenção nas notícias irá perceber que sempre há problemas em várias áreas. Como disse o escritor Charles: “Paz é como acomodar gatinhos numa cesta. Você acaba de colocar um dentro e outro salta fora”.
Se dissermos que parte da humanidade preocupa-se em buscar a paz externa (nações) e interna (próprio país) - 1 Ts 5.3, também podemos dizer que todos precisam de paz espiritual. É sobre isso que estaremos tratando nesta parte do estudo.
A) Definição:
Uma expressão bastante usada no Antigo e Novo Testamento:
“Basicamente, o vocábulo empregado no A. T. com o sentido de ‘paz’, SHÃLÔM, significa ‘algo completo, saúde, bem estar’. (…) No grego clássico o vocábulo EIRÊNÊ tinha primariamente uma força negativa; porém, por intermédio da Septuaginta, a palavra, no N. T., adquiriu o completo conteúdo do SHÃLÔM do A. T., e quase sempre traz em si um significado espiritual”.
B) Jesus: Príncipe da paz:
A Bíblia ensina que o ser humano antes da conversão está em inimizade com Deus, devido a desobediência de Adão (Gn 3.12-22; Rm 10-12). As conseqüências da falta de comunhão - inimizade com o Criador é a morte física e espiritual (Ef 2.1). A pessoa existe, no entanto, não tem vida espiritual.
Infelizmente, tanto é que o ser humano procura em muitas coisas a paz de espírito. Muitos estão buscando em “fontes estranhas” (bebidas, narcóticos, esporte, fama, jogos de azar, dinheiro, sexo, idolatria, simples denominações eclesiásticas e outras), deixando as coisas piores, pois as frustrações e decepções geram mais falta de paz.
Deus, na Sua soberana graça e misericórdia, decretou que somente estaria reatando a comunhão com o ser humano através de Jesus. Podemos perceber que no decorrer da narrativa bíblica, encontramos textos que indicam esse propósito do Senhor. Exemplos: Gn 3.15; Lc 2. 14; Jo 14.27; Jo 16.33. Dentro do nosso assunto a passagem que chama atenção é de Isaías: “Príncipe da Paz” (Is 9.6).
Com isso, podemos entender e experimentar que a comunhão com o Senhor é reatada através do Único Mediador - Cristo (1 Tm 2.5), que proporciona a verdadeira paz (Mc 5.34).
“Paz não é só ausência de conflito, retirada, uma forçada tranqüilidade psíquica, porém uma profunda retidão interior que se reflete exteriormente. (…) Num certo nível de profundidade o oceano permanece calmo apesar dos ventos tempestuosos que varrem sua superfície ou fontes que brotam vigorosas do fundo. Da mesma forma, há paz em Cristo que transcende dificuldades e ela é fruto do Espírito “.
C) Somos os mensageiros da Paz:
Se tivermos a convicção que a verdadeira paz espiritual é Deus quem nos concede como “fruto do Espírito Santo” (Gl 5.22), também precisamos estar cientes da responsabilidade que temos em anunciar essa paz Divina a todos os corações, pois a falta de Cristo e as circunstâncias do dia-a-dia aumentam a pressão psicológica e espiritual. Nossa evangelização precisa acontecer independentemente da religião, cultura, intelecto, classe social, raça e etc. (Mt 5.9; At 10.36; Ef 2.17; Hb 12.14). Com certeza a humanidade terá condições de obter paz entre as nações, famílias, vizinhos, igrejas, nos momentos de crises e desastres, já que todos necessitam da presença íntima do Senhor. Como disse o Dr. James Stewart:
“Quando Jesus Cristo ausentou fisicamente dos homens, não tinha bens nem posses para lhes deixar. Mesmo assim, Jesus também deixou Sua última vontade e testamento: ‘Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou’ (Jo 14.27)”.
4 - Longanimidade (Gl 5.22):
“Expressa certa atitude para com as pessoas e eventos. Expressa a atitude para com as pessoas de nunca perder a paciência, por pouco razoáveis que elas sejam, e de nunca perder a esperança com relação a elas, por menos agradáveis e dóceis que sejam”.
A) Longanimidade faz parte dos atributos de Deus:
Ao ler e estudarmos a Bíblia Sagrada nota que tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, longanimidade é atribuída ao Senhor, pois representa a restrição da indignação de Deus em vista da provocação, e, também, está associado com a Sua misericórdia para com os pecaminosos (Sl 130.3, 4).
Isso não quer dizer que Deus aprova ou participa dos erros da humanidade (Dilúvio: Gn 6-9; Sodoma e Gomorra: Gn 18.20, 23 e 24), e sim, que Ele concede oportunidades para o ser humano arrepender-me e mudar de vida (Êx 34.6; Ne 9.17; Sl 86.15; Rm 2.4; Rm 9.22 e 23; 2 Pe 3.8, 9; Ap 22.11, 12).
B) Nos relacionamentos:
Precisamos ser sinceros e reconhecermos que não é fácil praticarmos a longanimidade, principalmente quando vivenciamos pressões e tensões que muitas vezes desafiam nossa paciência.
É bom lembrarmos que algumas situações causam mais inquietação em algumas pessoas do que em outras, porque temos temperamento e história de vida diferente de outros indivíduos.
Estaremos apresentando algumas situações que provocam a “explosão” - falta de longanimidade:
- trabalho: funcionário ou chefe não apresenta muita educação;
- vizinhos: não respeitam o direito do outro;
- família: relacionamento truncado entre os membros; falta de paciência com as crianças; esposa que “queima o feijão”; esposo que não limpa os calçados para entrar no lar; filhos que gostam de ouvir som no volume máximo;
- igreja: as idéias quando são diferentes;
- trânsito: motorista não aceita que está errado;
- escola: professores e alunos no decorrer das aulas;
- amigos: alguém não concorda que o “Flusão” é o melhor do Brasil e acaba ofendendo outros torcedores;
- espera: filas (banco, mercado, teatro, Internet, médico, dentista); namorado (a) que sempre atrasa; a data do casamento que nunca é marcada;
- injustiças: econômica, racial, cultural;
- provações: o indivíduo ou alguém próximo dele (amigo, familiar) está passando por circunstâncias difíceis (financeira, profissional, saúde, lar, etc.);
- evangelização: anunciar o Evangelho e ser respondido grosseiramente;
Não estamos dizendo que devemos ser pacientes ao ponto de tornarmos um robô ou uma pessoa que não se posiciona diante de circunstâncias que assim o exige. O que precisamos entender é que podemos resolver várias situações com paciência, sem sermos “fracos” (Pv 14.29; Cl 4.5.6; 2 Tm 4.2).
“A paciência não tem nada de fraco, insosso e flácido. Ela é uma força de enorme potência, de grande influência, um atributo divino que, quando manifestado por ele, nos deixa pasmados e perplexos”.
Com certeza evitaríamos muitos problemas se cultivássemos a longanimidade. Exemplos: mortes, brigas (Pv 17.14), problemas de saúde (úlceras nervosas, em alguns casos), consciência dolorida, amizades destruídas (Pv 19.2; Ec 7.8), lares desfeitos, gritarias (Ef 4.31) e etc.
Por isso é necessário vivermos dependentes de Deus para que possamos sempre receber da Fonte Divina o fruto do Espírito Santo. Como também:
- reconhecer que precisamos melhorar - mudar nosso jeito de pensar e agir (Mt 5.3);
- seguir os bons exemplos bíblicos (Jó - Tg 5.11; Jesus - 2 Pe 2.21-23) e contemporâneos - irmãos e irmãs que cultivam essa qualidade do fruto do Espírito;
- evitarmos situações que nos provoque;
- (Pv 15.18) não gerar em outras pessoas irritação (”não cutucar onça com vara curta”);
“É aquela elevada capacidade de ficar firme, sem esmorecer, diante de pessoas difíceis e circunstâncias adversas. Isso significa que a pessoa que a possui tem certo grau de tolerância para com coisas intoleráveis. É uma disposição generosa de procurar entender as pessoas mais estranhas e os eventos mais problemáticos que o Pai permite em nossa vida”.
- procurar cuidar da mente e físico já que a pessoa estressada é mais fácil de irritar-se;
- procurar ajuda de pessoas capacitadas nesta área, já que existem casos que necessitam de tratamento;
- lembrar que também cometemos erros (no trânsito, alimento salgado ou queimado, atrasamos e etc.);
- estar conscientes dos resultados (amizades destruídas e outras conseqüências);
“O homem que sempre está com o dedo no gatilho da sua ira destrói a amizade e a comunhão (…) O homem irritadiço não pode ensinar, e, da mesma forma, ele também não pode aprender. A primeira necessidade da aprendizagem é a paciência. (…) O homem que pode dominar a si mesmo é o homem que pode governar os outros”.
- respeitar o espaço e limites dos outros (Fl 2.3);
- coragem e disposição para tentarmos outra vez, se por acaso não sermos pacientes em alguns momentos;
- estar atentos porque Deus pode nos colocar em situações difíceis para nos moldar;
“Se queremos alcançar o plano mais alto a que Deus nos quer levar, deve haver resistência espiritual ou vigor. Paulo chama a este fruto do Espírito, longanimidade, que é melhor definida como resistência em todas as situações “.
Diante dessas informações, podemos dizer que o cristão recebeu do Senhor a capacidade de ser longânimo. Quando desfrutamos dessa qualidade recebemos ótimos benefícios, não porque somos bons, mas porque Deus é o Doador. Dentre esses benefícios podemos evangelizar com mais coerência, não só através de palavras, mas com o testemunho de vida. Como também, sentiremos muito melhor tanto espiritual e fisicamente, já que não teremos a “consciência pesada” por causa de algumas palavras ou atos que não deveríamos praticar. Que o Senhor nos ajude a sermos longânimos.
5 - Benignidade (Gl 5.22):
Os filhos e filhas de Deus devem sempre apresentar uma vida de testemunho cristão, caracterizando que assimilaram os ensinamentos do Salvador. Isso se deve ao grande e poderoso impacto que o Espírito Santo causa naqueles que reconhecem a necessidade de depositarem sua esperança e convicção em Cristo Jesus.
Uma dessas características ou qualidades é a benignidade: “A gentileza simpática ou doçura de gênio que deixa os outros à vontade e recua diante da idéia de provocar dor”.
Podemos observar textos bíblicos que indicam a benignidade da Trindade:
- Pai (Sl 36: 5; 51: 1; Jr 31: 3; Jl 2: 13; Lc 6: 35);
- Filho (II Co 10: 1);
- Espírito Santo (Gl 5: 22).
“É imensamente difícil expressar em papel e em linguagem humana, a incrível bondade do Pai. Parece-me que, por mais que alguém tente, fica sempre muito aquém. É uma dimensão de generosidade que ultrapassa nossa capacidade humana de transmitir idéias uns para com os outros. É um fato que pode ser conhecido em experiência, mas não pode ser descrito em palavras “.
Sendo Deus benigno, Ele na Sua eterna soberania, decretou nos transmitir - comunicar como fruto do Espírito Santo, pois faz parte da lista do fruto do Espírito, para que possamos ser benignos. Isso implica que devemos respeitar, considerar, amar e ajudar outras pessoas (Ef 4: 32) sem olharmos para sua cultura, fé religiosa, cor ou posição social. Como também, abrange os animais domésticos e selvagens, árvores, rios, flores, pássaros, solo e etc. (Gn 2: 15).
“A verdadeira benignidade vai muito além do fingimento, dos suspiros simulados e das lágrimas de crocodilo. Implica em nos envolvermos profundamente com o sofrimento e dificuldade de outrem, a ponto de seu problema fazer-nos sofrer - sofrer mesmo - e causar-nos alguns inconvenientes “.
A benignidade não é sinônima de fraqueza, como muitos acham, porque podem estar confundindo pessoas com pouco senso crítico com indivíduos benignos. Pois a benignidade motiva-nos a auxiliar de várias maneiras outros, mesmo que tenhamos de tomar algumas decisões que não agradam, como é o caso do pai ou mãe que repreende o filho (a), para corrigi-lo e ensiná-lo (Pv 23: 13). Isso implica em termos coragem, integridade e vontade de ser útil a todos.
No dia-a-dia temos várias oportunidades de praticarmos a benignidade, pois o Espírito Santo é a Fonte de tudo o que é bom. Resta-nos aceitarmos os desafios e momentos que indiquem a necessidade de atuarmos como verdadeiros cristãos, cultivadores do fruto do Espírito.
“Parece estranho que numa época em que podemos alcançar a lua, emitir sinais a planetas longínquos e receber fotografias de satélites em órbita, temos grande dificuldade de comunicar ternura ao que nos rodeiam”.
3.6 - Bondade (Gl 5: 22):
É óbvio que quando falamos de bondade (gentileza) lembramos de Deus, pois é a Fonte de todo bem (Sl 33: 5). Tanto é que a maior bênção que recebemos é a salvação em Cristo Jesus, doado pelo nosso Pai (Jo 3: 16).
E mesmo quando passamos por dificuldades que muitas vezes nos levam ás lágrimas, precisamos aceitar que é o melhor que o Senhor nos concede, porque através de situações adversas Ele molda e prepara-nos para atuarmos com mais qualidade, como também, serve para aceitarmos a Sua perfeita vontade (Sl 119: 67 - 77; II Co 12: 7 - 10).
As qualidades ou características do fruto do Espírito são próximas na atuação como na própria definição, por isso benignidade e bondade estão interligadas, sendo um pouco difícil defini-las separadamente. Sendo assim, poderíamos dizer que a bondade é generosidade irradiada de um coração benigno. Na opinião do escritor Donald Guthrie:
“Realmente, parece haver pouca distinção entre ambas. Apesar disto, não seria do feitio de Paulo, numa lista deste tipo, usar palavras sinônimas sem pretender alguma distinção. Há alguma possibilidade, portanto, de bondade ser considerada como sendo mais ativa do que benignidade”.
Se pudermos praticar alguma coisa boa é porque Deus transmitiu - comunicou a nós (Mt 7: 11; Rm 3: 12). Não conseguimos em bancos de faculdade, bancos de denominações religiosas ou em outros locais.
“Muito mais da metade dos componentes do alto comando de Hitler tinham excelente educação. A maioria havia recebido graus de mestrado e alguns os de doutorado. E certamente não podemos dizer que possuíam a sanidade mental para ajuizar o que era bom para eles e para a sociedade (…)”.
Se recebemos é necessário e justo que também sejamos bondosos com outros indivíduos.
“Ser generoso não é apenas enviar um cheque polpudo para uma organização de caridade; é mais que isso. Na verdade, a generosidade ultrapassa o ato de dar aos outros daquilo que me sobra. Quando Deus, pelo seu precioso Espírito, começa a sulcar profundamente o solo de minha alma, ele implanta nele um novo e divino impulso de ser realmente generoso e dadivoso”.
Não podemos ser ingênuos e acharmos que em todas as circunstâncias é fácil praticarmos a bondade. Pois, infelizmente, temos a tendência adâmica que sugere, em muitos momentos, que não pratiquemos a gentileza (Rm 7: 18; 12: 21; I Pe 3: 9).
Devido às muitas omissões, pessoas são prejudicadas, pois ficam sem auxílio em vários momentos e em diferentes áreas (alimentação, roupa, carinho, atenção, evangelização, educação, correção, socorro, teto e etc.) - Tg 4: 17.
Lembrando que anunciar e exercer a bondade não é ser explorado. O fato é que muitos aproveitam da bondade dos outros para tirar vantagens. Creio que precisamos ajudar dentro da necessidade para não motivar os maus costumes. Exemplos: não quer trabalhar e fica sugando a sociedade (II Ts 3: 10); recebe o perdão mas continua reincidindo em atitudes reprováveis;
Precisamos estar atentos para sempre procurarmos fazer o bem mesmo quando somos entendidos erroneamente (Gl 6: 9; Hb 13: 16; II Tm 3: 12). Não podemos esquecer que o próprio Jesus foi perseguido porque praticava o bem (Mc 3: 1 - 6; Lc 15: 1 -2; Jo 7: 12; At 10: 38).
“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem”. (II Ts 3: 13)
3.7 - Fidelidade (Gl 5: 22):
No passado era comum a população expressar o ditado popular: “O fio de bigode vale mais que documento - assinatura”. Na Bíblia, no livro de Rute, é possível observarmos o costume de trocarem os calçados como confirmação de negócios (Rt 4: 7).
Hoje em dia, na maioria das vezes, não há mais essa confiança, sendo necessário documentos e avalistas para ser possível concretizar negócios. A próxima qualidade ou característica do fruto do Espírito Santo trata sobre esse assunto e outros, pois a fidelidade (”Pistis”) pode ser definida como “Fé, confiança, compromisso - como uma característica ou qualidade, fidelidade, confiabilidade, lealdade, comprometido (…)”.
A) Em relação a Deus:
Precisamos estar atentos para a grande realidade que o Senhor é perfeitamente FIEL, independentemente das circunstâncias. Isso nos causa uma profunda esperança e segurança, pois Ele está no comando de tudo, conduzindo e guardando-nos amorosamente (Sl 100: 5; Lm 3: 23; Rm 3: 3 - 4; I Co 1: 9; I Ts 5: 24; II Tm 2: 13).
Ao lermos a Bíblia com atenção notaremos que Deus sempre espera que o ser humano cultive a fidelidade, já que somos criados segundo a Sua Imagem e Semelhança (Gn 1: 26). E isso independentemente das situações que vivenciamos. Exemplos:
- testemunhar nossa fé cristã em todos os momentos (Estevão - At 7: 54 - 60);
- dízimo (Ml 3: 8; Mt 23: 23);
- oferta (Ml 3: 8; II Co 9: 6 - 15);
- tempo (Ec 3: 1);
- pregação da Palavra (II Co 4: 1 - 2);
Há um destino eterno em risco e Jesus disse que a única entrada para a vida eterna é a crença no plano de salvação de Deus. Mas parece que alguns na igreja dormem, enquanto muitos morrem sem ouvir que Cristo pode salvá-los “.
- exercícios dos talentos naturais e dons espirituais (Gn 2: 15; Lc 16: 1 - 13; I Co 12 - 14; Cl 4: 17);
B) Em relação ao próximo:
Precisamos estar cientes que nossa relação de fidelidade se estende ao nosso semelhante, pois vivemos em contato com diferentes pessoas em quase todos os momentos da nossa vida. E como somos cristãos (ãs) precisamos praticar testemunhos que confirmem nosso discurso de evangélicos. Sabemos que a sociedade em geral é exigente em observar e criticar nossas atitudes e exemplos. Portanto, é bom exercermos um cristianismo coerente com nossa fé cristã, em todos os momentos. Exemplos:
- profissão: exercer as funções com qualidade, seja o empregador ou um simples empregado (Ef 6: 5 - 9);
- família: esposo e esposa que são fiéis (Gn 39; Êx 20: 14); filhos que são fieis aos pais (evitam perder tempo na escola, faculdade, rua); pais que são dedicados na educação dos filhos (Ef 5: 22 - 6: 4);
- amizade: guardar segredo (Pv 11: 13); levar mensagens (Pv 25: 13);
- negócios e compromissos assumidos (Pv 11: 1);
Se prestarmos atenção no dia-a-dia, observaremos que a infidelidade gera vários transtornos: sem paz com Deus devido à falta do dízimo; mecânico que não apertou bem alguma parte do conjunto de freio e causou um acidente fatal; casamentos desfeitos devido aos adultérios; amizades rompidas por causa da infidelidade de uma das partes; desemprego decorrente da falta de caráter do empregador ou do empregado; processo, multa e até mesmo prisão de indivíduos; pessoas passando privações porque alguém não se dispôs a ajudar; campos missionários sem muito ou nada de auxílio financeiro devido a falta de corações ofertantes.
“O patrimônio mais valioso que qualquer líder pode possuir consiste nos homens que são fiéis e leais, homens dos quais pode depender totalmente quanto à lealdade e ao trabalho fiel”.
Por outro lado, podemos viver com a consciência tranqüila, em relação a Deus e ao próximo, se nosso comportamento com as pessoas que convivemos (esposo -a, filhos, pais, tesoureiro, empresário, funcionário) for de lealdade.
É importantíssimo evitarmos erros, mas se vacilarmos é bom tentarmos outra vez e evitarmos paralisias causadas por frustrações. Creio que Deus sempre prepara oportunidades para o ser humano arrepender e mudar de atitude (I Jo 1: 5 - 2: 2).
“PISTOS realmente é uma palavra importante. Descreve o homem em cujo e serviço fiel pode confiar e cuja palavra podemos aceitar sem reservas. Descreve o homem com a fidelidade inflexível de Jesus Cristo e a total fidedignidade de Deus”.
“(…) Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. (Ap 2: 10 b)
3.8 - Mansidão (Gl 5: 23):
Uma das virtudes que o ser humano está perdendo - em muitos casos já deixaram de lado a muito tempo - é a “mansidão” (brandura, suavidade, calma). Tanto é que em muitos seguimentos da sociedade é quase que proibido pronunciar essa palavra, devido a falta de consciência da importância da mesma, como também, às infelizes comparações. Isso porque acreditam que a atitude proveniente da mansidão é falta de dinamismo, covardia, incapacidade de resistir ao erro, fraqueza, timidez e “um aceita tudo”.
Devido a ausência de pessoas mansas temos um mundo mais violento e egoísta, lares com falta de harmonia, igrejas que parecem mais cenário de batalha do que seguidores de Cristo. É comum ouvirmos ainda as antigas frases: “bateu levou”; “Olho por olho, dente por dente”.
Devido a esses e outros absurdos, que necessitamos entender e praticar a mansidão, pois é uma qualidade proveniente do Espírito Santo, principalmente no momento contemporâneo que estamos presenciando.
O Dr. Barclay foi muito sábio em conceituar a mansidão:
“Força e suavidade. Nem só força, nem só suavidade. A força somente tende a transformar o homem em um ser embrutecido. A suavidade somente, o tornaria extremamente delicado. A mansidão, por sua vez, é a fusão desta força e suavidade, em uma só realidade. Ou seja, a mansidão é a força destemida em prol da suavidade, promovendo atitudes doces, em face às situações apelativas e provocadoras”.
Não é um falso comportamento que encobre a verdadeira pessoa só para alcançar objetivos fúteis. Pelo contrário, é para gente que realmente serve o Senhor. Alguém disse que mansidão é para quem é cristão cheio do Espírito Santo, não para simples freqüentadores de templos ou praticantes de uma educação superficial e de conduta adequada.
A) Exemplos de pessoas que praticaram a mansidão:
- Moisés: Nm 12: 1 - 3;
- Jesus: Mt 11: 28 - 30; II Co 10: 1;
Esses exemplos reforçam a idéia que devemos sempre cultivar essa qualidade, não aceitando ideologias que surgem no mundo que muitas vezes querem descaracterizar o que Deus ensina através da Bíblia. Pois se entendermos erroneamente teremos que aceitar algo absurdo: Moisés e Jesus Cristo estavam errados ao praticarem a mansidão. Sabemos que isso é um grande equívoco e como cristãos devemos sempre seguir os exemplos do grande Mestre e Salvador Jesus.
“Nenhuma criatura sem caráter, sem espírito ou fraca poderia ter conduzido os homens do modo pelo qual Moisés os conduziu. Moisés tinha uma combinação de força e suavidade. E se esta verdade aplica-se a Moisés, aplica-se mais a Jesus, porque nele havia ira justa e amor que perdoava. Somente um homem manso poderia ter purificado o Templo expulsando os comerciantes ou ter perdoado a mulher pega em flagrante adultério, a quem todos os ortodoxos condenavam “.
B) Resultados da mansidão:
- harmonia nos relacionamentos: no lar, no trabalho, na igreja (Ef 4: 2);
- amizade e respeito:
“Esses indivíduos afáveis, de bom gênio, conquistam amigos em toda parte, pois se negam a forçar os outros ou pisar neles. (…) Conquistam um lugar no coração das pessoas e nos lares, com o passaporte de um espírito humilde e terno (…) Essa qualidade atrai os outros, assim como o mel de uma flor atrai as abelhas”.
- ensinamento: podemos contribuir na correção daqueles com os quais convivemos (II Tm 2: 25);
“A correção pode ser administrada de maneira a desencorajar e levar o homem ao desespero; mas também pode ser aplicada de maneira a soerguer o homem, tornando-o resoluto no sentido de agir melhor e tendo a esperança de que se comportará melhor”.
- exercer uma liderança eficaz (I Tm 6: 11);
- testemunho coerente (Tg 3: 13; I Pe 3: 4;15 - 16);
- somos abençoados (Sl 25: 9; Mt 5: 5);
Como podemos observar a mansidão é uma benção que devemos praticar, já que o mundo necessita de cristãos mansos, que saibam se posicionar com brandura e força, e ao mesmo tempo sem agressividade (Tg 1: 20).
Muitos ensinam que devemos buscar uma “unção” de poder, prosperidade e outras tantas unções… Que o Senhor nos conceda sempre coragem para pedirmos a Ele mudança de pensamento e atitudes e, uma grande ministração de mansidão!
“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e acharei descanso para a vossa alma.” (Mt 11: 29)
3.9 - Domínio próprio (Gl 5: 23):
Sobre essa expressão podemos dizer que significa autodomínio, autodisciplina, autocontrole, temperança, moderação.
“Essa expressão tem a idéia de ‘refrear-se de fazer alguma coisa’. Existem aqueles que têm controle próprio, e aqueles que não se controlam. Daí a expressão possuir a ligação com a idéia de agarrar, controlar, segurar firme, sustentar’. Literalmente a expressão significa: ‘conservar o espírito dentro de limites’“.
A - Exemplos de áreas para exercermos o domínio próprio :
- Intimidade com Deus (Mt 6: 6);
- Sexo: “O que começou inocentemente, pode terminar desastrosamente” (Jó 31: 1; I Co 7: 9;);
- Dinheiro: possuir o necessário (Pv 30: 8 - 9 );
- Trabalho: “Quando o ninho é demasiado confortável, as aguiazinhas não voam”.
- Família: fazemos parte.
- Educação dos filhos:
“A disciplina é na verdade conferir às crianças o autocontrole para que façam uso de suas melhores qualidades. Trata-se de dar-lhes habilidade de tomar decisões e aceitar as conseqüências de sua escolha “.
- Nosso tempo (temos que aprender dizer não) e horários: Ec 3: 1
- Alimentação : “Devemos comer para viver e não viver para comer” ( Pv 25: 16 );
- Descanso: lazer, Internet, TV, vídeo, (Ec 3; 1), sono (Pv 16: 6 - 11);
- Medicamentos: farmácia ambulante;
- Vícios: beber, fumar, etc. (Pv 23: 29 - 32);
- EU: herança de Adão (Gn 3: 1 - 7);
“Não poderá haver exemplo melhor do que o de nosso Senhor, que jamais enfatizou sua própria vontade, mas nunca deixou de impressionar os demais com o poder da sua personalidade. O Espírito Santo produz no crente o mesmo tipo de conceito equilibrado do ‘eu’“.
- Amizade: Limites (Pv 25: 17);
- Intenções, pensamentos e imaginações:: (Fl 4:
- Responsabilidade:
- Reclamação: Pv 21: 9;
- Criticas: (Pv 15: 1);
- Língua: (Pv 11: 13; 26: 17);
- Conversar: muito ou pouco; saber ouvir (Pv 10: 19; 15: 22);
- Curiosidade:
- Preconceitos:
- Brigas: (Pv 17: 14, 26: 20; II Tm 2: 24; Tg 1: 20);
- Impulsivo: Pv 19: 2;
- Obediência: “Ser rebelde não é motivo para orgulho” (Pv 15: 31);
- Limpeza:
- Estudo;
- Namoro;
- Virtudes exigidas aos idosos: Tt 2: 2;
- Liderança: Tt 1: 8;
- Ciúmes doentios:
B - Para praticarmos o domínio próprio:
-Depender do Espírito Santo;
- Pensar profundamente sobre o assunto:
- Começar com coisas simples;
- Ser menos egoísta;
- Terminar o que começo;
- Não desanimar;
- Coragem para iniciar a podação;
C - Resultados:
1- Falta de domínio: “Não é livre aquele que não obteve domínio de si mesmo”. (Matemático Pitágoras)
- Estressado;
- Irritado;
- Desorganizado;
- Atrasado;
- Devendo
- Sem tempo;
- Atropelando: “Não ajudamos Deus abrindo o botão da rosa, simplesmente estragamos a flor”.
“Somente o caráter disciplinado pode ocupar as posições de maior responsabilidade. Isto se verifica na industria, na educação, e na religião”.
Obs.: Lembrar que estamos dentro de um assunto específico, pode ser que alguém esteja passando por um desses problemas devido a outros fatores.
2- Praticando o domínio próprio:
- Organizado;
- Equilibrado;
- Consagrado;
- Sadio;
- Realiza as tarefas;
- Mais tempo;
“Ó Deus, essa vida é por demais complexa, muito cheia de tensões e problemas, para que eu possa suportá-la sozinho. E facilmente perco o autodomínio. Minhas emoções têm a tendência de sempre se inclinarem para o erro (…). Entra em mim, Senhor, e toma em tuas mãos controle do meu temperamento. Domina esse tumulto interior que há em mim. Rega-me com tua presença e faz-me saber que estás aí (…) Que eu passe a ter os teus pensamentos. Faz com que meus interesses se concentrem em ti. Que minha atenção se fixe naquilo que é belo, verdadeiro, digno e elevado. Reforma-me conforme desejares!”.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Depois de termos conhecido os propósitos do apóstolo Paulo em escrever a carta aos Gálatas, observar as “obras da carne” e estudar as nove características ou qualidades do “fruto do Espírito Santo”, podemos fazer algumas afirmações pertinentes:
Devemos sempre nos submeter ao Senhor para evitarmos a tendência ideológicas hereges, que surgem sorrateiramente e ensinam, conscientes ou inconscientemente, que os cristãos podem falar ou agir de qualquer forma.
Como também, procurar incessantemente evitar a produção das obras da carne (tendência adâmica), pois as mesmas não edificam apenas atrapalham nossa vida em todas as áreas.
Diante disso, resta-nos dependermos mais e mais do Espírito Santo para que sejamos trabalhados e transformados, buscando uma vida de santidade e compromisso no Reino de Deus. Tanto é que Paulo ao terminar seus argumentos sobre o assunto (Gl 5: 23 b - 25), deixa claro que os salvos em Cristo crucificaram a carne - tendência para o pecado, e devem andar de acordo com a vontade de Deus, baseados na “graça” de Cristo Jesus.
“Um quadro está terminado quando ele expressa a intenção do artista. O mesmo se dá com nossas vidas. Elas só ficarão completas quando expressarmos a intenção total do MESTRE. Isso é o que concerne inteiramente ao fruto do Espírito. Essas qualidades tão evidentes na vida terrestre de Cristo expressam a intenção do Grande Artista. Por isso, ativamente buscamos seu cultivo, sua edificação, sua poda, até que nossas vidas se ajustem à imagem de seu único Filho “.

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