EM BUSCA DE + 1 PARA JESUS

Em busca de +1 para Jesus

“Toda planta que meu Pai do céu não plantou será arrancada. Não se preocupem com eles! São guias cegos.”
O Jesus da Bíblia precisa ser anunciado, conhecido e amado. O Jesus que muitas vezes tem sido apresentado destoa do Jesus da Bíblia. O que se tem feito em Seu nome ou da Sua causa, deve ser revisto numa avaliação seria, e uma leitura não só da Sua vida, missão, ministério e propósito; deve ser avaliada sob a ótica do Espírito Santo a nos revelado. Reveja o Jesus da Bíblia: “Qualquer pessoa se empolga com o Jesus da Bíblia. E uma personalidade fascinante que reúne numa pessoa só, o humano e o divino, na qual não existem lacunas nem senões e a plenitude é mantida em qualquer circunstância e tempo. Ele se nos apresenta desprovido de artifício, descomprometido com grupos, autêntico, varonil, calmo e inatacável. Nele existe o perfeito equilíbrio de virtudes que nem sempre andam juntas no homem: bondade, severidade, compaixão e indignação, justiça e perdão. O Jesus das Escrituras Sagradas não decepciona, não cansa, não irrita. Aqueles que ministram em Seu nome podem apresentar um Jesus incompleto, distorcido, incoerente, piegas, efeminado ou violento, capitalista ou comunista, fundamentalista ou modernista, reacionário ou revolucionário, mas o retrato falado nem sempre corresponde à realidade. É preciso ler e reler os evangelhos e descobrir ali o Jesus original. É como escreveu H. E. Alexandre: “Podeis vos irritar contra as contrafações, as imitações, as imagens efeminadas daquele que foi o mais viril dos homens, mas não vos irriteis contra Jesus”.
Eis alguns aspectos particulares e pouco conhecidos do Jesus da Bíblia:
A simpatia de Jesus – Se houve uma pessoa sensível ao sofrimento humano, esta pessoa é Jesus. Os evangelhos registram inúmeras passagens em que Ele se apresenta condoído da miséria física, moral e espiritual das gentes de seu tempo (Mateus 9.35-38; 14.14; 15.32; 20.34; Lucas 7.13). As palavras mais ternas que Ele proferiu foram dirigidas ao sofredor: “Venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar suas pesadas cargas e eu lhes darei descanso. Tornem-se meus seguidores e aprendam de mim, porque sou bondoso e humilde de espírito; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que ponho sobre vocês é leve” (Mateus 11.28-30).
Ambas as multiplicações de pães e peixes foram ocasionadas porque Jesus teve pena das multidões: elas pareciam ovelhas sem pastor e estavam também com fome (Marcos 6.34 e 8.2). Jesus era capaz de fazer a ginástica quase impossível de reunir simultaneamente dois sentimentos em geral isolados: diz-se que Ele ficou indignado e condoído com a dureza de coração de seus críticos, que observavam se Ele curaria ou não, em dia de sábado, o homem da mão aleijada (Marcos 3.1-6). Ele olhou para aquele rapaz rico com amor, a despeito de sua antipatia pessoal (Marcos 10.21) e chorou com Maria e Marta (João 11.33-36). É por causa desta simpatia de Jesus, que muitos estão chegando junto ao trono divino para receber misericórdia e encontrar ajuda sempre que precisam dela (Hebreus 4.14-16).
A firmeza de Jesus
Ele não vacilava, não titubeava, não hesitava. Não se deixava intimidar. Portava-se assim na presença de quem quer que fosse. À ridícula sugestão de se ajoelhar diante do diabo em troca de todos os reinos do mundo e suas grandezas, Jesus respondeu: “Vá embora, Satanás” (Mateus 4.10). Quando alguns fariseus e professores da Lei vieram em comitiva de Jerusalém apenas para lhe perguntar por que seus discípulos não lavavam as mãos antes de comer, de acordo com o figurino, Jesus em vez de responder, fez-lhes outra pergunta: “E por que vocês desobedecem o mandamento de Deus e seguem seus próprios ensinos? Em seguida, chamou a multidão e disse: “Escutem e entendam: Não é o que entra pela boca que faz alguém impuro. Ao contrário é o que sai da boca que pode fazer alguém impuro”. E, porque os discípulos, preocupados, disseram-lhe que a caravana de Jerusalém havia ficado aborrecida com as palavras, Jesus continuou no mesmo tom: “Toda planta que meu Pai do céu não plantou será arrancada. Não se preocupem com eles! São guias cegos.
E quando um cego guia outro cego, os dois acabam caindo num buraco”. Este modo de agir próprio de Jesus não era resultado de uma perda momentânea de paciência ou amor, não era uma explosão de ira, mas uma violenta e necessária condenação à hipocrisia, ao legalismo, ao consenso geral de valores. Ademais não era aplicado apenas aos opositores. A mesma firmeza era demonstrada no trato com os discípulos. Certa ocasião, Jesus disse: “Vocês são como os outros: não entendem nada” (Mateus 15.16). Embora tenha elogiado Pedro porque este afirmou que Ele era o filho do Deus vivo, pouco depois, porém quando o apóstolo quis desviá-lo da cruz, Jesus o repreende com esta severidade: “Saia da minha frente, Satanás! Você é pedra de tropeço no meu caminho, porque seus pensamentos são de homens e não de Deus!” (Mateus 16.23).
A necessidade da oração de Jesus
Nós O vemos constantemente em oração. Na maior parte das vezes a sós (Mateus 14.13-23). Outras vezes, em companhia dos discípulos (Lucas 9.28). Orações curtas (Lucas 10.21) e orações dentro da madrugada (Marcos 1.35) ou de uma noite inteira (Lucas 6.12). Orações gratidão (João 11.41 e 42), de intercessão (Lucas 22.32 e 23.34), de súplicas (Mateus 26.39) e orações de comunhão, desabafo e submissão. Quando Jesus ficou sabendo que João Batista havia sido decapitado, saiu num barco e foi sozinho para um lugar deserto para orar. Embora tenha encontrado numerosa multidão naquele lugar e precisasse gastar tempo para lhe curar os doentes e multiplicar-lhe pães e peixes, Ele continuou com a necessidade e o desejo de orar. Após despedir a multidão, permaneceu ali, subiu a um monte e pôs-se a orar até três horas da madrugada (Mateus 14.13-33). Jesus ora depois de alguns acontecimentos, como acima, e ora antes de outros, como por exemplo, antes da escolha dos doze, antes de ser entregue nas mãos dos homens, antes de seu encontro com os acusadores da mulher adultera (Lucas 6.12 e 13; Mateus 26.36-46; João 8.1).
Pr. Ricardo Raymundo

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