3 NÍVEIS DE COMUNHÃO COM DEUS

Bpo. Ricardo Raymundo

Mt 7.7-8 = “Pedi, dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois aquele que pede, recebe; o que busca, encontra; e ao que bate, se abre”.

O sermão do monte é o resumo ou síntese de toda a verdade que devemos seguir para sermos discípulos de Jesus. Mostra o próprio caráter de Cristo.

No capítulo 7 do evangelho segundo Mateus, a partir do versículo 6, Jesus passa a orientar os discípulos a deixarem a comunhão com as coisas sujas deste mundo, e a buscarem a comunhão com o Senhor.

No v. 7, Jesus menciona três níveis de comunhão a ser buscada por cada um de nós.

1. BUSCANDO RECEBER DE DEUS

“PEDI, E DAR-SE-VOS-Á”.

O recém-convertido, que ainda não conhece bem o Senhor, Sua providência, misericórdia, amor, etc, vem do mundo com uma vida, geralmente, bem desordenada, necessitando acertar várias áreas.

Para isso, precisa pedir, pedir e pedir muitas coisas ao Pai: que lhe cure dos males que sofre, liberte dos problemas, conserte os relacionamentos dentro do lar, necessidades no emprego, pagar dívidas, etc.

Quase todos vêm para o Reino buscando um conserto geral em sua vida. Ele, no início de sua vida cristã, não está tão preocupado com a obra de Deus e em conhecer a vontade de Deus. Está interessado em ver seus problemas e necessidades resolvidos.

Assim, a comunhão do jovem discípulo com Deus se resume, praticamente, em pedir-lhe tudo o que necessita.

E o Pai ouve essas súplicas e quer que lhe peça, porque está muito interessado nessa comunhão.

A resposta das orações produz no coração do discípulo muito amor pelo Senhor, o que irá impulsioná-lo à uma comunhão ainda maior.

Sl 116:1-2 = “Amo ao Senhor, pois Ele ouviu a minha voz; ouviu o meu clamor por misericórdia. Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto viver”.

Nesses versículos está expressa a reação do discípulo que pede e recebe: ele passa a amar o Senhor e gera um sentimento de nunca mais deixá-lo (invocá-lo-ei enquanto viver).

Esse tipo de comunhão alicerça o discípulo na rocha, que é Cristo.  É uma experiência pessoal. Sua confiança no Deus provedor cresce, e sua fé não está mais baseada no que os outros lhe dizem, mas naquilo que Deus está produzindo na vida dele.

Jo 4.42 = “Diziam à mulher: já não é pelo teu dito que nós cremos; agora nós mesmos o ouvimos falar, e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.

Jo 6.67-69 = “…Não quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e conhecemos que tu és o Cristo, o Santo de Deus”.

Devemos incentivar os novos a pedirem ao Senhor, pedirem tudo, para que cresça dentro deles o amor pelo Senhor.

Mas, a comunhão não se resume em apenas pedir e receber. Deve progredir.

2. BUSCANDO CONHECER A DEUS

“BUSCAI, E ENCONTRAREIS”.

Quem busca quer encontrar alguma coisa; quer saber, conhecer, ver.

Além do discípulo ter experiências com o Senhor respondendo suas petições, também deve se interessar em conhecer o Senhor; saber quem Ele é, o que quer, quais as intenções do seu coração, seu propósito.

Deve buscar conhecimento tanto da pessoa de Deus como de sua vontade; conhecimento da verdade, do Conselho de Deus.

Cl 1.9-10 =  “…pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e entendimento espiritual…e crescendo no conhecimento de Deus”.

2 Pe 3.18 = “Crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…”.

Fp 3.10 = “Desejo conhece-lo…”

Muitos são infrutíferos porque param no primeiro estágio. Sua comunhão com Deus se limita em pedir. Às vezes nem fazem isso. Alguns até têm o hábito de toda manhã ou noite agradecerem ao Senhor pelo descanso ou pelo dia que tiveram, e acrescentam pedidos de bênçãos. Entretanto, muitas vezes, essas orações se parecem mais uma reza, pois são feitas como uma obrigação.  Isso está longe de ser uma comunhão.

A comunhão implica em manifestação de ambos os lados, tanto do discípulo como de Deus. É uma conversa, um diálogo e não um monólogo.

Há muitas coisas que o Pai quer mostrar, revelar.

Nossa vida muda quando passamos a conhecer melhor o Senhor, seu caráter, sua obra.

Há também um grande perigo: ficamos tão empolgados com a revelação que recebemos e com a obra que realizamos, que achamos que isso é o tudo.

Muitos estão envolvidos diariamente com o fazer, seja com encontros, visitas, reuniões, servindo aos irmãos, e pensam que isso é o que mais agrada ao Senhor.

Não tenho dúvida de que isso agrada ao Senhor, mas Ele quer mais do que isso; na verdade, UMA COISA SÓ É NECESSÁRIA.

3. BUSCANDO ESTAR COM DEUS

“BATEI, E ABRIR-SE-VOS-A”.

Muitos discípulos são dedicados na obra do Senhor, nas atividades com a igreja, nas reuniões, no servir uns aos outros, pregar o evangelho. Entretanto, quase não têm tempo ou disposição para estar na presença de Deus e dedicar-lhe tempo.

Jesus nos manda bater. Quem bate numa porta deseja entrar para estar junto com quem está lá dentro.

Ap 3.20 = “Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.

Essa é a intenção de Jesus quando nos manda bater:  que estejamos com o Senhor para cear com Ele e Ele conosco.  É só prazer, alegria, comunhão – ESTAR JUNTO.

Maria, de Betânia, foi uma mulher que descobriu rapidamente o que mais era importante.

Lc 10.38-42 = “…Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas de que minha irmã me deixe servir só?…Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”.

At 6.2-4 = “Então os doze, convocando os discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus, e sirvamos às mesas. Escolhei, irmãos, dentre vós sete homens…Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”.

Não se trata de pedir alguma coisa ao Senhor, nem de buscar revelação ou de fazer a obra; trata-se de ESTAR com Deus, em seus braços, sentir seu amor, ver o que está fazendo, ouvir o que tem para me dizer. Ter intimidade com Deus. Esta é a melhor parte.

Jesus é nosso exemplo em tudo. Ele nos declarou:

Jo 5.19-20 = “…o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só pode fazer o que vê o Pai fazendo, porque tudo o que o Pai faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e lhe mostra tudo o que faz…”

Que comunhão! Que intimidade!

Se quisermos ser iguais a Jesus temos que buscar essa comunhão com o Senhor, pois Ele nos adverte:

Jo 15.5 = Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; pois SEM MIM NADA PODEIS FAZER.

Devemos ter comunhão tão íntima com o Senhor ao ponto de escrevermos o seguinte salmo:

Sl 84.1-2,10 = “Quão amáveis são os teus tabernáculos, ó Senhor dos Exércitos!   A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor;  o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo… Vale mais um dia nos teus átrios do que mil em outro lugar”.

Paz


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