O CURSO FAMÍLIA ABENÇOADA

 

O Curso Família Abençoada

Igreja Apostólica Batista

     

 

 

 

DEUS INSTRUINDO AS FAMÍLIAS E ESTABELECENDO O SEU REINO DE AMOR E JUSTIÇA PARA UM MUNDO MELHOR

Os estudos abaixo foram elaborados, exclusivamente, para instruir e edificar os casais e seus filhos, conforme a visão de Deus para a família e no projeto de expansão de seu Reino.

 

1 – ENTENDENDO O QUE É ALIANÇA NO CASAMENTO
 

O casamento foi instituído por Deus, no paraíso, como fruto do seu amor, visando comunhão ilimitada neste relacionamento entre o próprio Deus, o homem e a mulher (Gn 2.18-25).


A – Contrato Conjugal: No paraíso era pura aliança e amor, mas com a queda surgiu à desconfiança, traição, mentira, acusação, daí a necessidade de se fazer contratos. Definição de contrato conjugal: do latim “contractus”, de “cum” + “trahere” = puxar junto, ter uma ligação com. Em sentido amplo, contrato conjugal é o acordo da vontade de duas pessoas que visa a constituir, a regular uma relação jurídica no direito de família, ou seja, uma relação jurídica pela qual alguém se obriga a dar fazer ou não fazer algo.

Hoje há muitos casais que vivem apenas no contrato, pois, o resto foi apenas cerimonial e ritual social. Vestido branco, terno, gravata, palavras de um padre ou pastor – mero ritual – sem a presença do espírito Santo, sem a aliança no sangue de Jesus.

B – Aliança:Aliança é um vínculo de relacionamento que pode conter um contrato, mas transcende normas comuns, pois regulam em amor, anseios e necessidades de um homem e uma mulher. Cria UNIDADE nos relacionamentos materiais e espirituais, visando o bem estar comum. O casamento é uma aliança, selada no sangue de Jesus, que liga um homem e uma mulher tridimensional: corpo, alma e espírito, na presença de Deus e no amor de Jesus.

Na aliança do casamento homem e mulher compartilham seus corpos (1 Co 7.2-5), compartilham as promessas de Deus e todos os bens materiais. Na aliança, deixa de existir o “EU – MEU”, tudo passa a ser “NÓS – NOSSO”, “DO SENHOR”.

O verdadeiro conceito de sucesso começa em casa, pois, nada neste mundo compensará o fracasso de uma família. Deus investiu a sua maior preciosidade (Jo 3.16) na família – devemos investir tudo na vida familiar – amor, dedicação, tempo, a própria vida...

2 – UM RELACIONAMENTO EQUILIBRADO

A – Amor, o ponto de equilíbrio:Sem o amor, nos tornamos como os animais em seus relacionamentos. Alimente uma vida conjugal com amor e humildade. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humildade; não sejais sábios aos vossos próprios olhos (Rm 12.16).

B – Declare amor:Eu declaro amor, porque Deus declarou primeiro. Declare amor agora mesmo e tenha uma família transformada.

As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor seria de todo desprezado (Cantares 8.7).

C – O verdadeiro amor é altruísta:No verdadeiro amor é um eterno dar sem esperar retorno. Olhemos para Jesus, Ele deu a sua própria vida por amor – os nossos direitos devem estar na Cruz de Cristo. Um cônjuge pode falhar, mas o Senhor nunca falhará.

D – No verdadeiro amor há entrega:Passamos a ser propriedade e não proprietários, pois, os sentimentos de posse, controle, manipulação, censura e pressão, sufocam as pessoas e matam o amor. Quando há amor, o único objetivo é atender a pessoa amada em todas as suas necessidades – fazê-la feliz.

E – Vida comum no lar – como Deus quer que o marido se comporte:Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.

Finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor fraternal, misericordiosos, humildes, não retribuindo mal por mal, ou injuria por injuria; antes, pelo contrário, bendizendo; porque para isso fostes chamados, para herdades uma bênção. Pois, quem quer amar a vida, e ver dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; aparte-se do mal, e faça o bem, busque a paz, e siga-a (1 Pe 3.7-11).

F – Vida comum no lar – como Deus quer que a esposa se comporte:Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falte de ganho (Pv 31.10-11).

O segredo de um homem bem sucedido é uma esposa virtuosa na sua vida, sempre o cercando com o apoio, trocando idéias, orando juntos e confortando-o nas lutas.

O marido deve ser honrado e respeitado: As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo (Ef 5.22-24).

G – Vida comum no lar – como tratar os filhos:Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta (Sl 127.3-5).

Os filhos merecem nossa dedicação, não são nossos, são cedidos por Deus para prepará-los em amor. Eles são um sinal de que Deus continua investindo na família, pois os chama de galardão. Os filhos bem formados acertam o alvo – caráter de Cristo. É motivo de alegria para os pais.

 

3 – ENTENDENDO O QUE É CONFISSÃO


A – Confissão Errada: Na confissão errada as pessoas se amaldiçoam e amaldiçoam aos outros. Na confissão errada Jesus é expulso da família e o diabo é convidado para entrar, e ele entra “botando prá quebrar”, com toda a sua parafernália destrutiva. Tudo começa num pensamento ruim ou numa simples palavra errada.

Boca maldizente contra outros (Tg 1.26; 1 Pe 3.10 e Os 8.7)

Boca maldizente contra si mesmo (Pv 18.7-8 e Pv 13.3)

Evite brigas mantendo a boca fechada (Pv 26.20)

Não transformar a língua em motivo de maldição (Ef 4.31)

A língua queima mais que o fogo – manda para o inferno (Tg 3.6)

Satanás gosta de trabalhar na linha dos pensamentos humanos – cuidado com as conversações mentais (Is 59.7 e 2 Co 10.5).

B – Confissão Certa – Confessar Jesus:A confissão nos governa. Quando nos educamos para confessar somente coisas elevadas, adquirimos qualidade de vida. Assim, damos um passo de fé e passamos a pensar e ver, e dizer, a respeito do nosso casamento e filhos, como Deus pensa, vê e diz.

Quando o casal entende que a sua maneira de confessar é uma questão de vida ou morte, cai na realidade e passa a confessar coisas agradáveis, a Deus e às pessoas, sobre seu casamento.

Quando confessamos Jesus em nossas vidas, experimentamos uma vida nova e vitoriosa (2 CO 5.17).

Uma vida conjugal necessita de renovação: É um relacionamento que sofre desgastes naturalmente. Só com Jesus pode ser renovado dia após dia (Ap 21.5).

Jesus oferece do melhor para a família que o recebe (Jo 2.8-10).

Confessar que Jesus traz livramento (Rm 10.9).

C – Confessar positivamente:É declarar que Jesus perdoa, salva, cura e liberta de todos os impedimentos que surgem na vida familiar (Ex 15.26). A confissão positiva transforma a vida de quem confessa e daqueles que estão ao seu redor. Portanto, o desafio é este: vamos mudar nossos pensamentos, nosso palavreado e a expressão do nosso ser total, porque Jesus é um Ser Totalizante (Rm 12.1-2).

Confesse conversão entre familiares (Ml 4.6)

Confesse arrependimento das atitudes erradas (At 3.19)

Confesse amor e fé a Deus (Rm 8.37,38)

Confesse amor à família e ao próximo (Gl 5.14)

Sejam felizes, confessem alegria no Senhor (Ne 8.10b)

Idealize planos e projetos na vida familiar (Pv 16.1)

Ministre e confesse cura e libertação na família (Is 61.1 e Jr 17.14)

Diga o que Deus diz para tua família (Is 55.11)

Ocupe a tua mente com valores do alto (Fp 4.8)

Vimos que a confissão governa a nossa vida, gera reflexos na família, na sociedade e na Igreja. Portanto, a partir de hoje, o Espírito Santo de Deus terá liberdade para nos conduzir de maneira que possamos confessar, em palavras e pensamentos, somente aquilo que é da vontade de Deus. Não se esqueça que você e sua família terão uma vida no nível do que confessam. Cuidado com o que pensa e fala, evite toda confissão de medo, derrotismo, fracasso, falta de fé, pobreza, etc.

Faça com que a tua boca e o teu pensamento se harmonizem com a Palavra de Deus. A palavra humana é morta até que pela fé ela gera vida, tornando-se uma força sobrenatural movida por Deus.

4 – PERDOANDO PARA SER PERDOADO
 

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas (Mateus 6.12,14-15).

Que tal pensarmos de forma inteligente e sincera neste assunto?

O perdão é uma fonte geradora de vida e vida eterna; a falta de perdão causa morte e morte eterna. Qual tem sido a nossa escolha no convívio familiar e comunitário? Perdoar não é “deixar para lá”, ou “colocar uma pedra em cima”, ou tornarmo-nos apáticos aos problemas. O perdão é algo que deve ser vivenciado. Vejamos a tradução de perdão no original grego: “Karizomai” = “Tratar graciosamente com” Lc 7.47; “Afesis” = “Remissão de dívida, perdão” Mt 18.27; “Afiemi” = “deixar ir, perdoar pecados” Mt 28.32; “Apoluo” = “Libertar, perdoar, livrar” LC 6.37.

Portanto, o perdão é algo libertador que deve ser tratado dia-a-dia na vida familiar e comunitária para que haja livramento e perdão Divino. Infelizmente na família é o lugar onde mais se peca e menos se perdoa, está na hora de revertermos esta situação.
 

1) Sendo Perdoado por Deus.

O ser humano anseia por perdão. Mesmo não tendo coragem de pedir, o seu íntimo grita por perdão. Este grito interior leva as pessoas a buscarem religião, caridade, perdão de Deus – tudo causado pela insegurança resultante do pecado.

Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. Procura lembrar-me; entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar! (Is 43.25,26)

A – A eficácia do perdão de Deus.

A natureza humana está falida, desde a queda no paraíso, mas Deus Pai fez conosco uma aliança perfeita e eterna, no sangue de Jesus. (Efésios 2.13 RA – Apocalipse 7.13)

Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1 João 1.7 RA)
 

B – Perdão – A fonte da felicidade.

A felicidade tem sido procurada ardentemente pelos povos de todos os tempos. Alguns a procuram no dinheiro, na riqueza; outros, na fama. Muitos tentam encontrá-la no casamento, e assim por diante. A Bíblia, a Palavra de Deus, revela onde com certeza podemos encontrar e manter a felicidade.

  • Feliz o que é perdoado – Salmos 32.1,2 RA
  • Senhor dá o perdão – Daniel 9.9 RA; Efésios 1.7; Atos 5.31
  • Autoridade para perdoar – Mateus 9.6
  • Bom ânimo ao perdoado – Mateus 9.2

Muitos casais são tremendamente infelizes e esparramam infelicidade por onde passam. Isso acontece porque ainda não aprenderam a vivenciar a felicidade do perdão. A felicidade do perdão é para todos nós, basta tomarmos posse e transmitirmos essa maravilhosa herança aos nossos filhos. Cabe a cada um de nós sermos abençoados e abençoarmos através do perdão.
 

C – Perdão – O caminho para a felicidade.

Para o caminho da felicidade, através do perdão, dispomos de um único recurso, que é agir conforme manda a Palavra de Deus.
 

  • Não se calar acerca do pecado – Salmos 32.3-4; Romanos 2.9
  • Confessar o pecado – Salmos 32.5; Provérbios 28.13
  • Deixar o caminho ímpio – Isaías 55.7,8

Portanto, para uma vida próspera e feliz, materialmente e espiritualmente, temos um único caminho – nunca deveremos calar acerca do pecado, deveremos confessar e deixar o caminho do pecado. Cuidado, há caminhos que parecem caminhos de vida, mas na verdade são caminhos de morte! Jesus disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!
 

D – Como achar a felicidade do perdão.

Vivemos tempos em que nos preocupamos muito com o que as outras pessoas acham a respeito de nós. A felicidade do perdão é achada exclusivamente em Jesus! E como?

  • Pedir a Deus – Salmos 32.6
  • A tempo de poder achá-lo – Isaías 55.6
  • No nome do Senhor – Atos 10.43; Salmos 32.7
  • Pela fé – Lucas 7.48-50; Atos 15.9

A verdadeira felicidade está na fonte do perdão, Jesus. Somente Ele é quem nos capacita, no poder do Espírito Santo, para reconhecermos os nossos pecados e acharmos a felicidade do perdão. O sacrifício de Jesus, lá na cruz, foi perfeito e com o Seu sangue nos purifica de todo o pecado. O sangue de Jesus tem poder e só nele é que nós achamos a felicidade do perdão.
 

E – O perdão de Deus é fiel e eterno.

Eu, eu mesmo, sou o que pago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro (Isaías 43.25).

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1.9).


2) Sendo perdoado pelas pessoas.

Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembres de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois apresentar a tua oferta (Mateus 5.23,24).

Como é comum certos casais irem ao altar de Deus em pecado, ali cantar, ofertar, dizimar, alguns até ministram outros irmãos – como Jesus vê isto?

Qual é a ordem de Jesus? Vá, conquiste perdão e paz!

Na vida familiar, devemos sempre estar indo ao cônjuge e aos filhos para obtermos perdão. O exemplo deve partir dos pais.

Obter perdão é fazer limpeza de consciência, é o caminho do céu em santificação, sem o qual ninguém verá a Deus.

3) Perdoando aos outros.

Quando passamos a integrar um grupo, ali existem regras de conduta; no reino de Deus não escapamos deste princípio, pois, no tocante ao perdão só teremos sucesso “se” perdoarmos aos outros (Mateus 6.14).

A – O perdão ao próximo deve ser contínuo e ilimitado. (Mateus 18.21)

Deve ser ilimitado especialmente aos mais próximos: cônjuge e filhos. É uma atitude positiva no relacionamento com o ofensor, anulando a negatividade da ofensa, no sangue de Jesus.

B – A necessidade do perdão. (Lucas 6.37)

O perdão é necessário porque a ofensa produz dor e machuca a pessoa ofendida – a conta já foi paga lá no calvário – necessitamos apenas ter consciência da necessidade de perdoar e um coração em Jesus, daí em diante o Senhor faz a obra, custe o que custar.

C – Perdoar é querer estar com a consciência limpa. (Atos 24.16)

É somente através de uma consciência limpa que alcançamos alegria e paz na família. É uma das atitudes mais poderosas para derrotar satanás e alcançar crescimento espiritual, como indivíduo, e dos seus familiares. Consciência purificada pelo perdão não dá brecha ao diabo.
 

D – Reconciliar é divino e movido pelo Espírito Santo. (2 Coríntios 5.18,19)

Aqui o Espírito Santo me deu esta palavra: Reconcilia-te urgente, perdoe e peça perdão!
 

E – Qual tem sido a tua atitude na família? (Mateus 18.27)

Você tem agido como o bom e misericordioso Senhor, ou como o mau servo?


4) Atitudes para perdoar e pedir perdão.

  • Injustiças
  • Desafetos, falta de amor
  • Traições
  • Ingratidões
  • Autoritarismo
  • Falta de honra aos pais
  • Irresponsabilidade
  • Comparações
  • Soberba
  • Preguiça
  • Etc.

5) Raízes de amarguras. (Hebreus 12.15)

Estas terríveis raízes nascem num solo muito fértil chamado falta de amor e de perdão. Você tem duas saídas: uma é ótima e a outra é péssima. A primeira é vivenciar as delícias do perdão, ou a segunda, que é péssimo viver no fel das amarguras.

A – Atentando diligentemente (Gr. Episkopountes = vigiar).

Na palavra original diz que devemos vigiar como quem vigia a um doente. Na verdade, a questão do perdão, exige vigilância tanto quanto um doente, ou mais. Portanto, devemos olhar para nós mesmo, continuamente, como a doentes carecidos de um poderoso remédio; perdoar e ser perdoado. Perdoar e ser perdoado elimina amarguras e gera paz, com isto toda a família é beneficiada.
 

B – A Palavra diz que devemos vigiar para que não nos afastemos da graça de Deus.

Amarguras = desgraças. Como a benção é estendida sobre toda a família, assim, a desgraça, também recai sobre todas os da casa – Deus permite escolher.
 

C – Raiz. (Deuteronômio 29.18)

Alimenta plantas, que produzem frutos conforme a sua espécie.

Portanto, a raiz de amargura é um veneno mortífero que contamina primeiro um cônjuge, depois toda a família. Você quer este veneno para tua família?
 

D – Como brotam estas raízes venenosas?

Eis um ditado muito comum, com relação às ofensas: “coloque uma pedra em cima disto”. Para as ofensas, o único remédio é o perdão, no nome de Jesus, que elimina o mal pela raiz. A questão de “pedra em cima”, ou qualquer outra coisa, é que a amargura crescerá com raízes profundas e nada irá ocultá-la.

Qualquer pensamento, ato ou palavra errada, é altamente destrutivo e podem criar “rombos” terríveis no relacionamento de uma família.

O diabo é muito sutil em colocar amarguras; às vezes é fácil tomarmos as dores do cônjuge, ou de um filho, ou de um amigo – cuidado, aí estará lançada uma raizinha venenosa. (Provérbios 26.17)

A amargura, diabolicamente, justifica suas razões, tudo fica liberado para vingar-se. A regra “número um” é devolver o golpe e dar o troco, doa a quem doer.

E – Sintomas de quem guarda raízes de amargura.

Dureza de coração e incredulidade são visíveis, e esta situação conduz ao terrível estado de “morno” (Apocalipse 3.16). É um estado onde “parece, mas não é”. Nesta situação o espírito de religiosidade opera com todas as suas obras de engano.
 

F – Como lidar e eliminar estas raízes.

Jesus, na sua Divina sabedoria, ditou a regra infalível e absoluta: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22.39).

Jesus está dizendo:

Desenvolva amor e perdão pela tua pessoa, pois só assim, você estará pronto para amar e perdoar a tua família, o teu próximo. Tremendo, não é?

Jesus ordena que o amor e o perdão seja uma realidade, se primeiro olharmos para o nosso ser interior. (Mateus 7.3)

Jesus olha para nós e diz: “os teus pecados estão perdoados” - não tenha dureza de coração para consigo mesmo, nem para com os meus familiares.

Não pode haver qualquer área, na vida conjugal e familiar, carente de perdão: (Mateus 6.11,12)

Na libertação das amarguras não podemos esquecer-nos do poderoso “Se” de Deus:

  • Se perdoardes, sereis perdoados. Mateus 6.15
  • Se, pois, ao trazeres... Mateus 5.23,24
  • Se ferir será castigado. Êxodo 21.20
  • Se andares na minha lei... Levítico 26.3
  • Se o Senhor de agradar... Números 14.8
  • Se ouvirdes a voz do Senhor. Deuteronômio 15.18
  • Se dois, concordarem... Mateus 18.19
  • Se alguém quer me seguir... Marcos 8.3
  • Se... Tudo é possível ao que crê. Marcos 9.23
  • Não manter um registro de erros do cônjuge e filhos: 1 Pedro 4.8
  • O antídoto poderoso para eliminarmos as raízes de amarguras, chama-se perdão, sem limite: Mateus 18.22.

O perdão libera o ofensor para o arrependimento:

1º Jesus perdoou o mundo inteiro sem importar-se com o tamanho dos seus pecados. (Lucas 23.34)

2º Estevão clamou em alta voz: E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu (Atos 7.60).

3º Daniel na cova dos leões perdoou e teve a presença libertadora de Deus (Daniel 6.16 e 28).

4º Todos os nossos irmãos da história bíblica, dão grandes testemunhos de amor e perdão.

5º E você, está usando esta poderosa vacina contra as amarguras, na tua vida e na família, o perdão?

Lembre-se, Deus age na tua disposição – se a tua disposição for amarguras, colherás amarguras – se a tua disposição for perdão, colherás perdão de Deus, e das pessoas. Onde habita o perdão, o amor cresce e maravilhas acontecem (Lucas 7.47).

O genuíno perdão só acontece quando é gerado pelo poder do Espírito Santo, que leva o ser humano a sentir um profundo constrangimento, por ter ofendido à Santidade de Deus, ou por ter ofendido pessoas. Quando conduzido em sincero arrependimento, é testificado pelo próprio Espírito de Deus, tanto no coração do ofensor quanto no coração do ofendido. Perdoar e receber perdão é romper com as amarras do diabo, é declarar amor. No perdão encontramos a fonte que cura todos os males do corpo, alma e espírito, ou seja, temos salvação, cura e libertação no nome de Jesus. O perdão é gerado no coração de Deus, como remédio para uma humanidade adoentada pelo pecado.

5 – SATISFAZENDO AS NECESSIDADES ESPIRITUAIS


Satisfação é uma sensação agradável quando as coisas oferecem bons resultados. É cumprir aquilo que devemos fazer a outra pessoa, corresponder às suas expectativas, de forma que nada fique a desejar. A satisfação completa só acontece quando alguém se dispõe a cumprir condições, assim sendo, agrada à outra pessoa e colhe benefícios.

1) Satisfação Espiritual

O ser humano, ao longo da história da civilização, tem se mostrado insaciável na sua constante busca de satisfação espiritual. Nesta caminhada, satanás tem interferido causando danos seriíssimos, escravizando muitas pessoas, e até nações. O homem tem criado e adorado milhares de falsos deuses, tem cedido ao engano sobrenatural de satanás.

Não estamos abandonados pelo nosso Deus Criador, temos livre acesso ao Pai. Toda a sede espiritual pode ser saciada no rio da Água Viva – Jesus – o nosso Salvador. Quem bebe da Água Viva fica satisfeito eternamente, e torna-se uma fonte de satisfação para outras pessoas (João 4.14).

2) Como satisfazer a vontade de Deus?

O motivo da nossa existência é agradar a Deus, com a expressão do nosso ser completo: 1 Tessalonicenses 5.23.

Existimos com a única finalidade de adorar ao criador de todas as coisas, na esperança e na certeza de que Jesus voltará.

  • A – Oferecer a vida. (Lucas 9.23,24)
  • B – Oferecer as primícias. (Gênesis 4.4)
  • C – Buscar ao Senhor. (Isaías 55.6 – Romanos 10.13)
  • D – Ser verdadeiro adorador. (João 4.23,24)
  • E – Agradar a Deus com fé. (Hebreus 11.1-6 – Romanos 5:1)
  • F – A vontade de Deus é santificação. (1 Tessalonicenses 4.3 e 5.23)
  • G – Temer e servir ao Senhor. (Salmos 147.11 – Salmos 2.11)
  • H – Agradar-se do Senhor. (Salmos 37.4 – Salmos 40.8)

 

3) Satisfação espiritual ao próximo.

O maior mandamento para um correto relacionamento com as pessoas é: “ama ao próximo como a ti mesmo”. Se colocarmos em prática essa máxima ordenança de Jesus, o nosso próximo será muito alegre e feliz; as inimizades serão eliminadas e viveremos num mundo bem melhor. Como?

  • A – Agradar ao próximo. (Romanos 15.2)
  • B – Não querer ser guia, nem maior que o próximo. (Mateus 23.10-12)
  • C – Amar ao próximo. (Lucas 10.27)
  • D – Ajude a faça o bem ao próximo. (Provérbios 3.27-29)

4) Marido: satisfazendo as necessidades espirituais da esposa e filhos.

O homem, por sua natureza e educação machista, muitas vezes julga-se muito bom e suficiente para com sua esposa e filhos. Você já parou e perguntou se ela está satisfeita com a tua conduta de provedor do alimento espiritual na casa?

O homem tem um “status” na sua função conjugal e familiar, igual ao papel de Cristo com relação à igreja (Efésios 5.23-29). Sabemos que Jesus foi proclamado Rei (Lucas 19.38), Profeta (Mateus 21.11; Lucas 7.15,16; João 4.18 e 7.4), e Sacerdote (Hebreus 2.17; 10.21 e 7.24,25).

Sabemos que, em tudo, Jesus foi guiado pelo Espírito Santo de Deus – assim, também, deve ser o esposo.

A – O marido como rei (governo).

Se for rei, naturalmente, tem na sua companhia uma rainha, príncipes e princesas. O seu papel fundamental é governar com justiça e direcionar os súditos de maneira próspera. No Velho Testamento o rei é visto como o pastor do seu povo. No Novo Testamento o Rei Jesus é o bom pastor. E você?

Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade. (1 Timóteo 2.8 RA).

Dentro deste plano de governo, o esposo deve ser o provedor do alimento espiritual incentivando a família à leitura da Bíblia, ir à igreja, fazer culto no lar e estando sempre pronto para suprir todas as necessidades espirituais da casa.

 

B – O marido como profeta.

Em toda a Bíblia vemos que o profeta é um servo de Deus que ouve a Sua voz e transmite a Sua vontade ao povo. Poderá ser um consolo, uma palavra de edificação, uma bênção, uma exortação ou um castigo. O profeta apresenta-se entre Deus e o homem – revela Jesus ao homem – conscientizando-o do plano Divino para a sua vida.

Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte (Ezequiel 3.17 RA).
 

O primeiro passo do marido como profeta:

Ter a sabedoria de estar com os “olhos e ouvidos bem abertos para entender toda a vontade de Deus, através da Bíblia, dos dons, e, assim, transmitir o plano de Deus para a sua família.

(João 5.39 – Deuteronômio 29.29)

O segundo passo:

Estas com os olhos e ouvidos atentos à necessidade de orientação na família. (1 Pedro 3.7).

O terceiro passo:

Tendo comunhão com Deus, com a Palavra e com a família, poderá receber revelações, no poder do Espírito Santo; conselhos vindos direto do trono de Deus. O Espírito Santo revelará coisas do passado, presente e futuro, para que se cumpra a vontade de Deus na família.

(Efésios 3.3 – Daniel 2.28)
 

C – O marido como sacerdote – definição. (Hebreus 5.1-3)

O sacerdote, ao contrário do profeta, apresenta-se entre o homem e Deus.

O marido, como sacerdote, deve estar sempre cercando a esposa e filhos com o serviço sacerdotal, ou seja, orando, suplicando e jejuando por eles.

O “cabeça”, como sacerdote, deve estar apresentando a família no altar de Deus. (Jó 1.5 – Êxodo 28.29)

O sacerdote oferece sacrifícios a Deus pelo pecado do povo:

Jesus ofereceu a si próprio como sacrifício pelos nossos pecados. Assim, o marido, deve colocar-se constantemente no altar de Deus como sacrifício de amor, pela sua esposa e filhos. (Efésios 5.25-27).

O marido santifica a esposa e filhos: 1 Coríntios 7.14

5) Esposa: satisfazendo as necessidades espirituais do marido e filhos.

Hoje, o diabo tem um aliado muito forte na vida conjugal – competição, concorrência, abandono de obrigações, consumismo, etc. - isto se chama movimento feminista. A conduta da esposa tem se desviado do projeto de Deus, ela tem sido rainha da empresa onde trabalha rainha da faculdade, e muitas vezes não tem sido a rainha do lar. A Bíblia não é contra a esposa que ajuda financeiramente o esposo, é contra a esposa que abandona os afazeres no cuidado do marido e filhos, com o propósito exclusivo e egoísta de adquirir mais coisas. Cabe esclarecer que o marido é o único culpado desta situação, tem havido pouco discernimento na conduta deste conflito contemporâneo.

1 Timóteo 2.8-12 e 15

“Da mesma sorte”(v.9a):

Conforme (v.8) Paulo está dizendo que as mulheres também devem ter a mesma postura dos homens: - Quero, portanto, que as mulheres levantem mãos santas...

“Porém com boas obras”(v.10):

A esposa estará satisfazendo o marido, somente com boas obras – como? Sendo aquela auxiliadora idônea, conforme a visão de Deus. Ela circunda o marido com orações e súplicas. É a própria unção espiritual, fortalecendo e cercando-o com mãos santas, ela é o bálsamo da alegria e despede o marido, para os seus afazeres, com um novo cântico nos lábios.

Submissão:

A mulher sábia ganha o marido pela submissão e sabendo ficar em silêncio na hora certa, com isto, cresce espiritualmente e gera satisfação espiritual ao marido.

(Colossenses 3.18 – Provérbios 15.30 – Provérbios 19.14)

“Missão de mãe”(v.15);

Disse Deus: multiplicai-vos... - missão de mãe – o filho é fruto do amor, mas acima de tudo é uma fonte de satisfação espiritual ao Pai e ao pai. Os filhos são a herança do Senhor (Salmos 127.3) e o pai é o representante de Deus na família. A esposa que levanta mãos santas, na “missão de mãe”, tem a Graça de Deus e a graça do marido, desta forma, gerando dupla satisfação espiritual.

A esposa santifica o marido e filhos:1 Coríntios 7.14.

 

6) Buscando a satisfação espiritual juntos.

Até aqui, vimos atividades individuais que refletem o esforço de cada cônjuge na busca de satisfazer espiritualmente ao outro cônjuge, aos filhos, a Deus e ao próximo. Como sabemos, homem e mulher na aliança, são uma só carne, então vamos refletir sobre a satisfação espiritual juntos. A nossa Divindade revela unidade: Deus Pai, o Filho Jesus e o Espírito Santo, são ao mesmo tempo um, e cada um satisfaz ao outro.
A – Ler a Bíblia juntos.

A leitura individual é necessária, mas quando o casal e filhos desenvolvem este hábito, o Espírito Santo age livremente, revelando verdades nunca conhecidas. Na leitura em conjunto – marido, esposa e filhos – nasce um rio de alegria e satisfação, tanto na pessoa que recebeu a revelação do Espírito Santo, quando na pessoa que recebeu através do familiar.

(João 5.39,40 – Mateus 18.20)
 

B – Orar juntos.

É fruto da comunhão familiar que gera comunhão com Deus. Mas, se ainda não há comunhão familiar, orem juntos que nascerá uma grande união entre o casal e filhos. (Mateus 18:19-20)

Unidade na oração:

Quando o casal e filhos buscam satisfação espiritual mútua, na presença de Jesus, acontece um “ligar e desligar” sobrenatural. Quando há unidade na oração, a família se liga no Reino de Deus e se desliga do mundo.

(Mateus 18.18 – Filipenses 4.6)

Liberdade de expressão na oração familiar:

Orem pensando, orem sem pensar. Orem em línguas conhecidas, orem em línguas celestiais do Espírito Santo, mas orem sempre.

(1 Coríntios 14.14,15 – 1 Coríntios 14.4)

Sempre é tempo de orar:

Andando, sentado, deitado – ore sempre – suplicando e louvando a Deus, sem cessar. (Efésios 6.18)

Não sabemos orar como convém:

Alguns acham que ter vergonha de orar, sentir-se incapaz, é normal porque somos pecadores, pois sempre nos sentimos inseguros ao falar com pessoas muitos importantes; é por isto que nos sentimos inseguros quando oramos, pois, falamos com o Deus Todo-Poderoso. Só que ter vergonha, sentir-se inseguro e incapaz, é uma mentira do diabo, pois, temos o Espírito Santo de Deus que nos ajuda a falar com o Pai. Além disso, vamos ao trono do Pai no nome do Filho, Jesus. Portanto, jogue fora a vergonha, a incapacidade, a insegurança e ora com intrepidez. (Romanos 8.26-28)

A oração deve ser conforme a vontade de Deus:

Mas como saber a vontade de Deus? Ora, tendo comunhão com a Palavra, que é a vontade de Deus. Tendo comunhão com a Palavra, teremos comunhão com o Pai, o Filho, o Espírito Santo e com a família. (João 15.5-7)

Ir à igreja juntos:

A maior satisfação do cristão é estar indo à igreja com toda a família. (Salmos 122.1,2)

Ver toda a família salva:

Quem não tem toda a família nas mãos de Jesus, conhece a força deste desejo. Não se angustie, pois a Palavra de Deus é fiel! (Atos 16.31)

Jejuar juntos:

Existe urgência desta prática, pois, dureza de coração e incredulidade, será eliminada somente com jejum e oração. (Joel 2.12,13)
 

7 – Família carismática.

A palavra carismático sempre liga à idéia de avivamento, pois, significa que a pessoa é portadora de kharisma, ou seja, está equipada com dons do Espírito Santo, para melhor servir a Deus e ao próximo.

Na corrida carismática, a família cristã tem sido tragada pelo ativismo. Muitas pessoas estão achando que avivamento é ter atividades, diariamente, na igreja e fora da igreja, e se sobrar algum tempo, estas migalhas serão para a família.

Lar carismático é aquele onde os dons do Espírito Santo são manifestados e colocados, primeiramente, a serviço dos familiares. Quando os dons são exercidos primeiro em casa, ganhamos de Deus, autoridade e poder para exercê-los em qualquer parte da terra.
A satisfação espiritual está ao alcance de todas as famílias da terra. Jesus satisfez as nossas necessidades espirituais na Cruz. Em Jesus, todo o embaraço espiritual está anulado. Antes estávamos afastados de Deus e uns dos outros, mas, Ele nos aproximou do Pai e nos capacitou para satisfazê-Lo, adorando-O em Espírito e em verdade. Da mesma forma, a família estava destruída, mas o Espírito Santo falou através do apóstolo Paulo: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa”.

A satisfação espiritual, no casamento e na família, é possível quando no mínimo um entrega a vida para Jesus; assim, todos conhecerão a salvação e serão verdadeiramente uma Família Abençoada e satisfeita.

Sê tu, motivo de satisfação espiritual para Deus, teu cônjuge, teus filhos e para

6 – ANDANDO JUNTOS

Eclesiastes 4.7-12 – este texto transmite a idéia de duas pessoas que partem para uma longa viagem, onde uma ajudará a outra no ganho do sustento (v.9); se houver acidente na caminhada, uma apoiará e levantará a outra (v.10); se enfrentarem tempos frios, uma estará aquecendo à outra (v.11); se enfrentarem inimigos lutarão, e não fracassarão, porque Deus é com elas (v.12). Vemos um relacionamento de interdependência e confiança mútua, assim é o casamento. Aleluia!

1) Andando juntos nas obrigações (v.9).

Nesta longa caminhada que se chama casamento – matrimônio – aliança – companheirismo – uma só carne, etc. - muitos cônjuges vivem como se fossem solteirões, administram sozinhos os ganhos como se não tivessem herdeiros (v.8), buscando acumular bens materiais, sem investir na vida espiritual, social e cultural da família.
 

A – Vamos analisar alguns comportamentos errados.

  • Não comunicar ao cônjuge o quanto ganha.
  • Ter contas bancárias separadas, cartões de créditos, etc.
  • Gastar, separadamente, sem acordo e sem colocar na presença de Deus, para saber se é desejo ou necessidade adquirir tal coisa.
  • Gastar em lanches, lazer, etc., sem a família.
  • Usar o dinheiro para vícios, prostituição, glutonarias, etc.
  • Desperdiçar alimentos no dia-a-dia; deixando restos no prato jogando os restos das panelas, etc.
  • Não valorizar o trabalho do cônjuge e filhos.
  • Não agradecer a Deus pelos resultados do seu trabalho.
  • Outros comportamentos errados.

B – Vejamos o comportamento correto.

O companheirismo do casal resultará em grande sucesso naquilo que fazem. Cada um deve trabalhar com honestidade e amor, conforme orientação Divina. Vejamos a posição de cada um depois do pecado:

  • Homem: “... em fadigas obterás da terra o sustento...” (Gênesis 3.17 RA)
  • Mulher: “... em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.” (Gênesis 3.16 RA)

São um tanto assustadoras e, aparentemente, cruéis estas palavras proferidas por Deus, mas são verdadeiras e determinam a exata realidade e atividades, na vida conjugal – depois do pecado no paraíso.

Uma vez unidos na aliança de uma só carne, não existe separação nas atividades exercidas pelo casal. Podem não estar juntos fisicamente, mas estão juntos por aliança espiritual. O marido trabalha, suando o rosto, para prover o sustento da casa e a mulher permanece ligada ao marido, através dos seus afazeres no lar e na sua missão de mãe. Assim, ambos estarão lutando por um melhor resultado nas suas atividades.

Recados do Espírito Santo:

1º – Marido e esposa:abram bem os ouvidos e olhos, a serpente está outra vez seduzindo a mulher: nas leis humanas, o homem já deixou de ser “a cabeça”; a mulher está se sentindo muito importante ao ocupar cargos masculinos e, com isto, fica ausente do lar e da missão de mãe; o homem está sendo conduzido para ser o sexo frágil e a mulher como a solução no mundo dos negócios. Será que ninguém percebe uma trama mortal nisto tudo?

2º – Esposa:não fique triste, você pode ajudar o marido exercendo qualquer profissão, desde que esteja na benção do esposo, e fique bem claro que a profissão não atrapalhará o papel de esposa e mãe.

3º – Esposa:se for necessário, de preferência, arrume uma profissão que possa ser realizada na própria residência.

4º – Marido:se especialize na sua profissão, faça cursos de aperfeiçoamento - “não deixe a peteca cair” - não retire sua esposa do papel determinado por Deus.

5º –Se o homem e a mulher andarem juntos, o Senhor faz prosperar seus negócios até quando dormem. (Salmos 127.1,2 – Salmos 128.1-6)
 

2) Andando juntos, um socorre ao outro (v.10).

Numa caminhada solitária uma queda pode ser fatal, mas na vida conjugal um socorre ao outro. No v.10 o escritor quer dizer que, ao longo do caminho, se um cair no “buraco” o outro estenderá a mão amiga naquele momento difícil. E quais seriam estas “quedas” e estes “buracos” ao longo da caminhada conjugal?

  • Cair em julgamento errado?
  • Cair em pecado contra Deus, contra pessoas?
  • Cair em stress ou depressão – opressão demoníaca?
  • Cair em adultério?
  • Cair numa doença terrível?
  • Cair na fé?
  • Cair em desemprego?
  • Cair do “cavalo”?
  • Cair em desgraça?
  • Cair num “buraco”?
  • Cair na mão do agiota?
  • Cair em dívida?
  • Cair da santificação?
  • Cair na sua responsabilidade conjugal?
  • Cair na boca do povo?
  • Cair... cair... cair...

O apóstolo Paulo nos alerta: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (1 Coríntios 10.12). Sabemos que durante a caminhada, certamente, alguma queda acontecerá, ou seja, é melhor serem dois do que um, porque um caindo, o outro estenderá a mão amorosa e amiga.

(1 Coríntios 13.4-7)
 

3) Andando juntos, um aquece ao outro (v.11).

Este versículo se aplica, literalmente, na vida conjugal, pois, não há coisa mais acolhedora que um “cobertor de orelhas”, numa noite gelada ou chuvosa. Mas, também, refere-se ao “frio da vida” aqui neste mundo tenebroso, sendo que o companheirismo conjugal gera calor em situações como:

  • Momentos de tristeza.
  • Momentos de tentação, oferecida pelo diabo para desviar da fé.
  • Momentos de frieza, onde parece impossível vencer a fúria do mundo.
  • Momentos de incertezas e confusão geral.
  • Momentos onde parece que uma “nuvem negra” pousa sobre si.
  • Quando olha além dos seus muros – e às vezes dentro dos seus próprios muros – e só vê desafetos...
  • Sofre decepção por uma pessoa querida ou da sua família.
  • Quando esfria o amor...
  • Quando esfriam os carinhos e afetos...
  • Momentos frios... Frios... Frios...

Nestes momentos, a forma mais prática e eficaz que Deus tem para manifestar o Seu Amor, é o amor conjugal e dos filhos, quebrando toda a frieza deste mundo e das demais adversidades espirituais. Declare o mais quente amor e veja toda a frieza derreter-se.

(1 Coríntios 13.1-3)
 

4) Andando juntos, a vitória é certa (v.12).

Na caminhada da vida conjugal o inimigo costuma armar emboscadas. Fica espreitando na beira do caminho para roubar, matar, ou destruir alguém desavisado. É melhor serem dois neste momento, mas, ainda, será bem melhor se forem três, pois, a resistência será absoluta e o grito de vitória ecoará, para a glória de Deus.
 

A – Podemos ver na figura do cordão de três dobras:

  • A presença de Jesus, do casal e dos filhos, lutando contra as ciladas de satanás.
  • A presença de Jesus, do marido e da esposa, lutando contra as ciladas de satanás.
  • A presença da Trindade Divina guardando a Família Abençoada contra as ciladas de satanás.
  • Não há coisa mais grandiosa neste mundo do que andar juntos – uma família abençoada, anda com Jesus – não abre mão desta graça, declara vitória em todos os seus caminhos.

5) Andando juntos e tendo visão.

Vamos ao oftalmologista porque a visão fica deficiente. Há distorções para enxergar longe e também para perto. A saída é usar uma lente corretiva – com isto a visão fica ótima – e conseguimos até fazer leitura dinâmica.

No pecado de Adão, toda a humanidade ficou com a visão espiritual deficiente. Deus na sua imensa misericórdia, ao longo da história, foi fornecendo “lentes” ao povo, através de alianças. Mas teve um momento em que resolveu fazer uma correção radical – mandou o seu Filho. No sangue de Jesus a nossa visão espiritual foi restaurada e, assim, temos acesso a mesma visão do Pai. Só que satanás continua estragando a visão do povo de Deus, mas Jesus deixou junto a nós o oftalmologista sobrenatural – o Espírito Santo – que está conosco, todos os dias, mostrando o que é verdadeiro e corrigindo distorções.

(1 Coríntios 13.12,13 RA)
A – O Deus que vê.

(1 Pedro 3.12 RA)

Temos vivenciado a visão de Deus e cada vez fica mais claro que é uma visão de luz, fiel, sem distorções e justa. Em Gênesis 1, vemos Deus criando as coisas e dizendo: “Isto é bom! Isto é bom! Isto é bom!” Mas quando Ele concluiu toda a obra, com a criação do homem e da mulher, mudou a Sua expressão e disse: “isto é muito bom!!!”.

Amigos, a visão de Deus continua sendo muito boa – porém..., todavia..., entretanto..., somente para aqueles que aceitam a Sua visão, integralmente, como está descrita de Gênesis a Apocalipse.

Deus tem uma visão muito boa, até para as pessoas aparentemente insignificantes. No caso de Hagar; grávida e humilhada pela esposa de Abraão fugiu para o deserto – lá recebeu orientações do Anjo do Senhor – Hagar invocou o nome do Senhor (Gn 16.13) de fato, Deus vê e sua visão é ampla, imediata e futurista. Disse a Hagar: “Multiplicarei a sua descendência, de maneira que, por numerosa, não será contada” (Gn 16.10). Deus é fiel na sua visão, tanto que no caso de Hagar, hoje, muitos povos do oriente sabem que são descendentes de Ismael (o meio irmão de Isaque) – é um povo incontável, espalhado pelo mundo inteiro.

O Senhor atendeu a Hagar, mas não abriu mão da Sua visão e da aliança com Abraão, anteriormente firmada: Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12.1-3 RA).

Como resultado desta maravilhosa visão de Deus, temos, hoje, a bênção Abrâmica: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Dentro desta visão de fé – que vem do trono de Deus – devemos ser portadores e transmissores da benção do Senhor.
 

B – A inteligência sobrenatural – Fé.

(1 Coríntios 2.4,5 RA)

Fé é a capacidade de ver o cônjuge e filhos como Deus vê.

Freqüentemente olhamos para a família com inteligência humana e não usamos a inteligência sobrenatural – a fé. Quando alinhamos a nossa visão com a visão de Deus, começa o mover do Espírito de Deus na família e o fogo do avivamento queima todas as impurezas.

(Mateus 5.8 RA)

Inteligência sobrenatural é pensar e enxergar com os olhos da fé.

É olhar para o cônjuge e filhos, e ver como se os seus problemas já não existissem mais. É o poder que Deus nos dá para chamar à existência as coisas que não existem. (Romanos 4.17 RA)


Exemplos:

  • 1º – Olhe para o filho/a ou cônjuge não convertido e veja-os louvando a Deus (Atos 16.31 RA).
  • 2º – Olhe para o familiar doente e lembre-se que Deus cura (Ex 15.26).
  • 3º – Quando houver divisões na família, lembre-se que o que Jesus uniu o homem não separa (Mt 19.6).

Fé é crer nas promessas de Deus para a família, independente das circunstâncias, mesmo que tudo esteja contra. (Isaías 55.11 RA)

Fé é ter a visão de um Deus muito maior do que os nossos problemas – capaz de mudar pessoas e amolecer corações para abençoar uma família.

Fé é tomar posse da Palavra de Deus e suas promessas.

Se vocês não tiverem fé para conversar com Deus (orar), abram a Bíblia e orem a palavra de Deus – orem as promessas de Deus. (Mateus 18.19 RA).

A família necessita desenvolver fé e comunhão: lendo a Bíblia, e estando sempre pronta para receber a visão de Deus. (Habacuque 2.2-4).

6) Andando juntos, em acordo.

Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (Amós 3.3)

O versículo acima se refere ao relacionamento do povo de Israel e Deus. O maior exemplo de acordo e confiança vemos em Deus Pai com Jesus e com o Espírito Santo: Os três estavam unidos na criação do mundo (Gn 1), durante todos os tempos sempre se manifestaram em harmonia, e o próprio Jesus disse: “Ide... em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.18). Vivem e reinam, no Conselho Eterno, em perfeito acordo.

Quando fomos criados, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, portanto, há algo Divino no ser humano. Logo depois os presenteou, homem e mulher, para viverem juntos, tornando-os uma só carne. O homem tem origem divina, o casamento tem origem divina, portanto, como poderão subsistir os cônjuges sem acordo e confiança mútua? E como poderá subsistir um casamento sem acordo e confiança mútua com Deus?
 

  • A – Andar em acordo é ter um só coração, um só caminho e um só Deus. (Jeremias 32.38-41 RA)
  • B – Andar em acordo é ter espírito e coração renovados. (Ezequiel 11.19-20 RA)
  • C – Andar em acordo é declarar a presença e o poder de Jesus na família. (Mateus 18.19,20 RA)
  • D – Andar em acordo é vitória certa. (Levítico 26.8 RA)
  • E – Andar em acordo, é renunciar inveja, briga confusão. (Tiago 3.16 RA)
  • F – Andar em acordo é o marido estar submisso a Cristo e a esposa ao marido. (Efésios 5.23 RA)
  • G – Andar em acordo é seguir o exemplo de Cristo. (João 5.30 RA)
  • H – Andar em acordo é declarar união. (Atos 2.42-46 RA)
  • I – Andar em acordo é ter sabedoria do alto. (Tiago 3.17 RA)
  • J – Andar em acordo é viver em mútuo aconselhamento. (Provérbios 15.22 RA)
     

O ser humano foi criado e destinado, por Deus, para ter uma vida compartilhada, seja através do matrimônio, ou seja, através da vida social e comunitária. Aquela pessoa que se isolar, na família ou na comunidade, está ditando para si um completo fracasso – por isto que Deus disso: “Não é bom que o homem esteja só”. Para a própria sobrevivência é indispensável andar junto. É de a natureza humana haver contrariedades, diferenças, divisão de opiniões, etc., por isto é necessário que cada um converta-se ao outro para que haja unidade na família.

Em Apocalipse 3.4,5, Jesus declara que umas poucas pessoas são dignas e andarão de branco com Ele, ou seja, para andar juntos exige pureza e dignidade no comportamento. Andar juntos é mostrar-se vulnerável – descer do trono de super esposa, super marido, ou super filho/a – é dizer não à auto-suficiência.

Andar junto, em acordo, é ser vencedor, pois Jesus está presente onde há unidade. É impossível andar juntos sem Jesus.

Bpo. Ricardo Raymundo

1.ª Edição - 2012


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