MALDIÇÕES DESFEITAS

PR. RICARDO RAYMUNDO

Ez 18.1...

Definido Bênção e Maldição:
Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, maldição é o ato de amaldiçoar, jogar praga, desejar o mal para alguém e bênção é ação de abençoar, ato divino, fazer o bem a outrem.
Podemos definir a maldição como o ato de se buscar uma força superior a nós para que outra pessoa que queremos prejudicar seja atingida. Isso acontece em momentos de raiva, ira, humilhação e vingança.
Um ponto importante que não podemos deixar de citar é que dentro dos acontecimentos existe um fator fundamental, a vontade permissiva de Deus, o que isto significa? Que tanto para abençoar ou amaldiçoar, tais atos estão ligados à atuação de Deus de permitir ou não.

Transmissão Hereditária ou Conseqüência do Pecado?
Não nos pode ser imposta as alianças e pactos dos nossos pais, como também não podemos levar a culpa de nossas ações aos nossos filhos, como podemos confirmar no texto de Dt 24.16: “Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais, cada qual morrerá pelo seu pecado”.

A Escritura nos diz igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir às obras más de seu pai, temer a Deus e andar em seus caminhos, nada do que o pai fez virá a cair so­bre ele. A conversão e o arrependimento individuais “quebram”, na existência das pessoas, a “maldição hereditária” (um efeito somente possível por causa da obra de Cristo). Este foi o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (leia cuidadosamente Ezequiel 18). A nação de Israel havia sido levada em cativeiro para a Babilônia, e os judeus cativos se queixavam de Deus dizendo “Os pais come­ram uvas verdes e os dentes dos filhos é que se embotaram…” (Ez 18.2b) – ou seja, “nossos pais pecaram, e nós é que sofre­mos as conseqüências”. Eles estavam transferindo para seus pais a responsabilidade pelo castigo divino que lhes sobreveio, que foi o desterro para a terra dos caldeus. Achavam que era injusto que estivessem pagando pelo pecado de idolatria dos seus pais.

Através do profeta Ezequiel, Deus os repreendeu, afir­mando que a responsabilidade moral é pessoal e individual di­ante dele: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai…” (Ez 18.4b, 20). E que pela conversão e por uma vida reta, o indivíduo está livre da “maldição” dos pecados de seus antepassados (ver 18.14-19). Esta passagem é muito importante, pois nos mostra de que maneira o próprio Deus interpreta (através de Ezequiel) o significado de Êxodo 20.5. Ou seja, o segundo mandamento prevê a visitação do juízo divino sobre os descendentes de homens ímpios, descen­dentes estes que aborrecem a Deus como seus pais. Várias passagens no próprio Pentateuco deixam claro que a retribui­ção divina sobre os filhos dos que aborrecem a Deus é desconti­nuada a partir do momento em que estes filhos se arrependem de seus próprios pecados, e os confessam a Deus, confessando igualmente os pecados de seus pais, como Levítico 26.39-42. Encontramos a mesma idéia em Nm 14.13-34. Nesta passagem vemos claramente como a misericórdia e a longanimidade de Deus atuam em conjunto com sua justa ira contra os rebeldes e pecadores.

UMA PROMESSA – UMA SEGURANÇA

NADA PODE TE ATINGIR – Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não encontra pouso”. Pv 26.2

 

CUIDADO COM SUAS ESCOLHAS – DEUS NOS PROPÔS BENÇÃO OU MALDIÇÃO - Deuteronômio 30.14-20

 

ESCOLHAS ERRADAS

 

1.     APROPRIAÇÃO INDEVIDA – Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda”. Ml 3.9

 

2.     VIVER DA LEI - Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”. Gl 3.10,13

 

3.     BOCA MALIGNA - Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim”. Tg 3.10

 

4.     O FIM – Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão, e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome”. Ap 22.3,4

 

Números 23.7, 8, quando Balaque pediu a Balaão que amaldiçoasse a Israel. A resposta de Balaão aparece no versículo 23: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel”. Por outro lado, sempre que a nação quebrou a aliança de amor com Deus, ela ficou exposta a maldição, calamidades e cativeiro. “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).

 

“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17). Aos efésios, ele afirma: “Bendito o Deus e pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1.3). Onde existe espaço para maldições na vida de um cristão diante de uma declaração como esta?

Paulo não se deixou prender ao passado. Quando escreveu aos crentes de Filipos, declarou: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13, 14).

Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo escreveu aos irmãos de Corinto, na sua primeira carta, uma palavra tremendamente elucidativa quanto a esta questão: “Ou não sabeis que os in­justos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11; leia também Gl 5.17-21).

 

Cabem aqui algumas perguntas: Qual é a maior das maldições? Sem dúvida é estar fora de Cristo. Qual a maior das bênçãos? Certamente é o estar em Cristo. Como se elimina a maior das maldições? Introduzindo a maior das bênçãos.

 
O crente pode reivindicar todas as promessas da Palavra de Deus, “Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para a glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Co 1.20.)

O crente jamais será esquecido pelo amado Senhor Jesus, pois o seu nome está nas palmas de Sua mão. “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim.” (Is 49.15, 16)    

 

PAZ     

 


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