A Tentação é Inevitável

 


Pr. Ricardo Raymundo

 

Leitura: 1 Coríntios 10.1-13

“Mas, quando forem tentados,...” (v. 13)

Dizer que a tentação é inevitável parece algo difícil de pronunciar. Há, dentro de nós, uma voz que logo se alvoroça e protesta: “Isso não é possível! Deus permite uma coisa dessas?” Mas, ao invés de entrarmos numa conversa teórica, que tal ir para a nossa vida cotidiana e perguntar sem exageros: quem não vivenciou alguma tentação nesta semana? ...ontem?
A tentação parece fazer parte da nossa vida, assim como a comida que comemos e a roupa que vestimos. Está impregnada na constituição daquilo que inegavelmente somos, pessoas que “caíram” e vivem caindo. A tentação e a queda são nossos velhos conhecidos. A tentação convida para a queda, e a vivência na queda multiplica a tentação. A afirmação da tentação é a negação da fundamental bondade humana. É a destruição do mito de que todos somos bons e de que alguns apenas não tiveram a possibilidade de sê-lo.
A tentação é a afirmação da realidade do mal e essa radical tendência humana de praticá-lo.
É assustadora essa nossa tendência e a capacidade que temos para a prática do mal, seja no nível pessoal, coletivo ou institucional.Não é disso que fala o texto indicado para hoje? Ele diz que estamos todos no barco da propensão para a queda.
O apóstolo Paulo relembra a igreja de Corinto da fragilidade do povo de Israel em sua jornada pelo deserto. Com esta lembrança ele nos convida para o exercício mútuo da misericórdia e nos diz que somente Deus pode nos livrar da queda, quando nas garras da tentação. É por isso que carecemos orar: “Não nos deixes cair em tentação”.

Oração: Propensos à queda, Senhor, pedimos que a tua mão nos livre de afundarmos e nos indique a direção a seguir.

Paz


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