Rumo a Perfeição

Pr. Ricardo Raymundo

 

«Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus», Hb 6.1

Há muitas coisas a respeito de Cristo que precisamos aprender nas Escrituras, e na verdade Elas querem nos revelar estas impressionantes verdades (Hb 5.11). As Escrituras testificam de Jesus (João 5.39), e Ele é Deus inesgotável e Homem em uma só pessoa. A epístola aos Hebreus foi primeiramente endereçada aos judeus, que não estavam dispostos a se esforçarem a progredirem no conhecimento desta Pessoa maravilhosa, a fim de atingirem a plena maturidade espiritual. Segundo o escritor da epístola aos Hebreus, era difícil ensiná-los, pois eram ainda crianças no entendimento (Hb 5.12). Ao que o escritor lhes faz um convite para que se deixem levar em direção à perfeição (Hb 6.1) – no pensamento, na fé e na experiência. Indubitavelmente o escritor não intencionava mover os alicerces, pois, os mesmos devem permanecer para sempre: o arrependimento, a fé em Deus o abandono do pecado e o desejo de servir somente a Deus – tudo isto demonstrado pelo batismo e pela comunhão; não poderíamos deixar de mencionar também os grandes fatos da ressurreição e do juízo vindouro (6.2). Estas coisas devem ser “postas de parte” – não esquecidas, e, sim, deixadas para o progresso, como um edifício “deixa” o nível de seus alicerces, que é a sua sustentação. Assim nós temos que buscar a perfeição – a profunda maturidade do cristão – por meio de uma compreensão de Deus progressiva. O que fugir disso será extremamente arriscado espiritualmente. É por demais perigoso ficar estacionados! Parar é morrer! O conhecimento da salvação sem o crescimento progressivo dentro deste conhecimento nos expõe à possibilidade de sofrermos o destino de muitos que tem muito conhecimento, mas nenhum amor (6.4-8). Dentre estes podemos destacar: Balaão e Judas.

 O escritor aos Hebreus diz que não era necessário chegar a tal ponto. Pois, eles já haviam dado provas de que eram realmente filhos de Deus; serviram e sofreram por amor de seu nome. Mas, o que preocupa o escritor, é que ele percebe certa tendência à estagnação espiritual, uma acomodação covarde ao nível já atingido, e eram tentados e atraídos pelo judaísmo ritualista que tinham deixado para trás. É extremamente perigoso olhar para trás! É extremamente perigoso olhar para trás! Veja o exemplo da mulher de Jó (Gn 19.26) Jesus advertiu que: “ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62). A cura para esta satisfação indolente, esta preguiça espiritual, está por toda a epístola aos Hebreus. O escritor desafia aos seus leitores a uma visão cada vez mais profunda, mas alargada e mais madura do Cristo, Salvador e Sumo-Sacerdote, Autor e Consumador da fé. É urgente e necessário de nossa parte, termos vontade e prontidão e prosseguir no conhecimento de Jesus, só assim teremos progresso rumo à perfeição. Busquemos com diligência a revelação que temos nas escrituras, meditemos nela, e deixemo-la agir em nosso coração, e consequentemente em nossa conduta. Só assim permaneceremos, viveremos, amaremos e trabalhemos para o nosso Mestre, sempre crescendo rumo à perfeição (Hb 12.1-3).

 

Oração: Pai me conduza a perfeição, simplesmente atingindo uma finalidade de vida e desfrutando de um estado ideal, que eu atinja o alvo, o propósito de ser adulto, maduro, plenamente desenvolvido em habilidade e prontidão para satisfazer as exigências mencionadas em tua Palavra. Eu quero uma aliança com o Senhor leal e sincera, de todo o meu coração. 

Paz


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